Cinegrafista americano supera ebola e uma das enfermeiras tem melhora

Homem foi tratado com um fármaco experimental e recebeu transfusões de sangue de outro que já superou a doença

Por clarissa.sardenberg

Estados Unidos - O cinegrafista americano que contraiu o ebola na Libéria sairá do isolamento nesta quarta-feira após vencer a doença, e uma das enfermeiras contaminadas, Nina Pham, registrou uma melhora. Ashoka Mukpo, de 33 anos, um dos oito americanos que contraíram a doença até o momento, foi declarado livre do ebola após as análises sanguíneas feitas pelo Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Cinegrafista superou ebolaReprodução Facebook

O Centro Médico Nebraska, onde ficou internado por mais de duas semanas, explicou que o paciente deixará a unidade de isolamento nesta quarta-feira de manhã. O estado de Nina Pham, uma das duas enfermeiras contaminadas em Dallas, evoluiu de "estável" para "bom", informaram em comunicado os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) de Maryland, onde está internada.

Não há novas notícias do estado de saúde de Amber Joy Vinson, a outra enfermeira que também foi infectada com o vírus quando atendia Thomas Eric Duncan, no Hospital Presbiteriano de Dallas, no Texas. Vinson recebe tratamento em outro dos centros preparados para atender pacientes com ebola, o Hospital Universitário Emory de Atlanta.

Mukpo, que deu entrada no Centro Médico Nebraska de Omaha em 6 de outubro, foi tratado com um fármaco experimental e recebeu transfusões de sangue de outro paciente que já superou a doença. "Tenho meus resultados. Três dias consecutivos negativos. Livre do ebola e me sentindo enormemente abençoado. Lutei e ganhei, com muitíssima ajuda. Um sentimento incrível", escreveu Mukpo em sua conta no Twitter. O cinegrafista trabalhava como colaborador para a rede de televisão "NBC" em Monróvia (Libéria) e foi diagnosticado com ebola no início de outubro em um centro da Médicos sem Fronteiras (MSF) ainda na África.

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