Prefeituras deverão procurar meninas sem vacina de HPV

Estratégia tem como objetivo aumentar alcance da segunda dose do imunizante

Por bferreira

Rio - Para garantir que as adolescentes tomem a segunda dose da vacina contra o HPV, municípios poderão fazer uma busca pelas meninas que receberam o imunizante apenas na primeira fase. A vacinação em escolas não está descartada. Só ficam totalmente protegidas contra o vírus que pode causar o câncer de colo de útero as jovens que tomarem todas as doses.

“O ideal é receber a segunda de seis meses a um ano após a primeira”, afirma Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Na capital, a cobertura da segunda dose está em 54% das meninas de 11 a 13 anos, público-alvo da campanha. A meta é imunizar 80%. Na primeira dose, mais de 90% estiveram nos pontos de vacinação. Nas áreas cobertas pela Estratégia de Saúde da Família, agentes comunitários vão às casas para lembrar a segunda dose, segundo Cristina Lemos, superintendente de Vigilância Sanitária em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde.

Quinta-feira, haverá reunião da SES com secretários municipais. Segundo Chieppe, será pedido que os municípios atualizem dados da cobertura e tracem estratégias para aumentar a vacinação. Uma elas pode ser cruzar dados de meninas para ver quais ainda não foram aos postos. “A ideia é que os municípios com baixa cobertura concentrem esforços, vacinando nas escolas”, aponta.

Segundo o Ministério da Saúde, no primeiro mês de aplicação da segunda dose, 914 mil adolescentes foram imunizadas (18,4%). Em relação à primeira dose, 4,5 milhões (92,6%) foram.

Grávidas protegidas da coqueluche

Postos de saúde da capital iniciaram, ontem, a vacinação de gestantes contra a coqueluche. O imunizante dTpa – que estará disponível durante todo ano – previne contra coqueluche, difteria e tétano, e é indicado para mulheres entre a 27ª e a 36ª semana de gestação. Além disso, pode ser administrada até 20 dias antes do parto.

“Os anticorpos passam para o bebê na gestação e ele fica protegido durante os primeiros seis meses, enquanto ainda não completou o esquema vacinal”, explica Cristina. O esquema recomendado é de uma dose da dTpa a cada gravidez. A gestante deve tomar ainda outras duas doses da vacina dT (dupla adulto), complementando a proteção contra difteria e tétano.

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