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Asteroide pode destruir a Terra, alertam cientistas

Grupo de especialistas reivindica melhor monitoramento dos corpos celestes

Por bferreira

Rio - Grupo de mais de 100 cientistas, astronautas e líderes empresariais reuniu-se em Londres, Inglaterra, este mês, para tentar salvar o planeta de possíveis impactos destruidores de asteroides. Entre as reivindicações feitas às autoridades mundiais está o desenvolvimento de melhores sistemas de monitoramento e destruição destes corpos celestes. Segundo o alerta, algum deles pode dar fim à humanidade, como ocorreu há 66 milhões de anos quando os dinossauros foram extintos.

Brian May (D)%2C astrofísico e guitarrista do grupo Queen%2C fez os alertas Reprodução

“Há um milhão de asteroides no sistema solar que têm o potencial de atingir a Terra e destruir uma cidade inteira. Até agora, localizamos menos de 10 mil — somente 1%”, declarou Martin Rees, professor emérito de Cosmologia e Astrofísica da Universidade de Cambridge. No evento, no Museu de Ciências de Londres, Rees listou os alertas ao lado de nomes como o roqueiro e doutor em Astrofísica Brian May — guitarrista da banda Queen, autor do sucesso ‘We will rock you’.

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Embora diga que este tipo de fenômeno é improvável, Rees afirma que a Terra está “na linha de tiro”, segundo a BBC. Já May afirmou que, embora as chances sejam pequenas, “basta um asteroide em um milhão com risco de acertar a Terra para que ocorra uma tragédia global”. De acordo com os cientistas, um corpo de 200 metros de diâmetro que caia no oceano pode provocar tsunamis que devastariam toda a costa Leste dos Estados Unidos e uma parte da Europa.

Segundo Rees, a cada dez milhões de anos um corpo de alguns quilômetros de diâmetro — um asteroide ou um cometa — vai acertar a Terra, causando catástrofe global equivalente a milhões de bombas atômicas.

A declaração com as sugestões foi assinada por cientistas, físicos, artistas, astronautas e homens de negócios de 30 países. A organização responsável pelo movimento é a AsteroidDay.org.

Lista de providências

É preciso empregar melhor a tecnologia já disponível no mundo para detectar e monitorar asteroides com traçado próximo à Terra e que representem ameaças à população, através da ação de organizações filantrópicas e de governos.

Outra necessidade é acelerar em pelo menos 100 vezes a descoberta e o monitoramento de asteroides que circulem próximos à Terra, para um número de cerca de 100 mil descobertas por ano nos próximos dez anos.

A partir de 2015, será adotado globalmente o Dia do Asteroide, sempre em 30 de junho. A data tem como objetivo aumentar a consciência da população mundial sobre os danos que os corpos celestes poderiam provocar e sobre a necessidade de prevenção.

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