Por paulo.lima
Publicado 01/01/2015 15:40 | Atualizado 01/01/2015 16:03

Vaticano - O papa Francisco pediu às pessoas de todas as religiões e culturas para se unirem na luta contra a escravidão moderna e o tráfico humano, dizendo na sua primeira missa de 2015 que todos têm o direito dado por Deus de serem livres. A celebração na Basílica de São Pedro marca o Dia Mundial da Paz da Igreja Católica Romana. O tema deste ano é "Não mais escravos, mas irmãos e irmãs".

Papa Francisco pediu união aos fiéis para combater a escravidão modernaEfe


"Todos nós somos chamados (por Deus) para sermos livres, todos somos chamados para sermos filhos e filhas, e cada um, de acordo com as suas responsabilidades, é chamado para combater as formas modernas de escravidão. Todas as pessoas, culturas e religiões, vamos juntar forças", disse o papa. O pontífice fez da defesa de migrantes e trabalhadores uma questão central de seu papado.

O segundo índice de escravidão global, divulgado em novembro pela organização australiana Walk Free Foundation, estimou que quase 36 milhões de pessoas vivem como escravos, são vítimas do tráfico para a prostituição, forçadas ao trabalho manual ou nasceram em regime de servidão.

Depois da missa, o papa fez o seu tradicional discurso de Ano Novo para dezenas de milhares de pessoas. "A paz é sempre possível, mas nós temos que buscá-la. Vamos rezar pela paz", disse ele para a multidão.

Papa manda mensagem para os cariocas

Francisco também mandou uma mensagem de parabéns pelos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro antes da queima de fogos colorir o céu de Copacabana. “Quatrocentos e cinquenta anos já representam uma venerável história; a história de um povo corajoso e alegre que nunca se deixou abater pelas dificuldades. Deus habita na cidade! Que esta luz, iluminando a cidade do Rio de Janeiro, se espalhe por todo o Brasil”, disse o papa.

Queima de fogos emocionou cariocas e turistas

O pontífice também falou sobre os problemas sociais evidentes na cidade. "É inegável que, do alto do Corcovado, percebemos igualmente as contradições que mancham esta beleza (natural). Por um lado, o contraste gerado por grandes desigualdades sociais: opulência e miséria, injustiças e violência".

"Por outro, temos o que poderíamos chamar de cidades invisíveis, grupos ou territórios humanos que possuem registros culturais particulares. Às vezes parece que existem várias cidades, cuja coexistência nem sempre é fácil numa realidade multicultural e complexa. Mas, diante deste quadro, não percamos a esperança! Deus habita nesta cidade!", concluiu Francisco em sua mensagem.

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