Por tiago.frederico

B√©lgica - Bi√≥logos moleculares da Universidade Cat√≥lica de Louvain, em Flandres, encontraram um novo m√©todo com c√©lulas-tronco que poderia facilitar o desenvolvimento de um tratamento contra a dem√™ncia frontotemporal, informaram os pesquisadores na publica√ß√£o "Stem Cell Reports".

Os biólogos conseguiram imitar no laboratório o processo de aparição de um defeito genético que acaba dando forma a um grupo de demências frontotemporais e conseguiram corrigi-lo. Esse tipo de demência é responsável por aproximadamente 50% dos casos diagnosticados desta doença antes dos 60 anos e até 40% dos pacientes têm um histórico familiar, ou seja, é hereditário.

A demência frontotemporal é o nome de um grupo de demências progressivas que afetam principalmente a personalidade, o comportamento e o fala de um indivíduo.

Philip Van Damme e Catherine Verfaillie, planificadores do projeto, se apoiaram em tr√™s pacientes com uma muta√ß√£o no gene da progranulina GNR para criar linhagens de c√©lula-tronco pluripotenciais induzidas. Depois induziram uma diferencia√ß√£o cortical e posteriormente permitiram que as neuroprogenitoras amadurecessem para neur√īnios corticais.

Os pesquisadores descobriram em seu trabalho um defeito na gera√ß√£o de neur√īnios corticais relacionado com a muta√ß√£o GRN e uma "via de sinaliza√ß√£o" espec√≠fica, denominada Wnt, que √© importante para o desenvolvimento neuronal. Foi detectado que esse elemento "impede as c√©lulas se transformarem em c√©lulas maduras do c√≥rtex cerebral", disse Catherine Verfaillie ao jornal "De Morgen". "N√£o sab√≠amos" at√© agora, acrescentou.

A equipe de pesquisadores determinou que √© poss√≠vel corrigir esse defeito atrav√©s da manipula√ß√£o gen√©tica ou um tratamento que inibe a via de sinaliza√ß√£o Wnt para assim restaurar a capacidade das c√©lulas-tronco pluripotenciais induzidas de se transformar em neur√īnios corticais. De acordo com o jornal belga, um tratamento com pequenas mol√©culas tamb√©m sortiu efeito.

"Este é o primeiro passo rumo ao desenvolvimento de um remédio. A pesquisa se centra agora em moléculas específicas que atuam de uma maneira específica. Esperamos chegar a esse ponto daqui a poucos anos", afirmaram desde a Universidade de Louvain.

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