Mais Lidas

Ministro indiano anuncia centro para curar gays, é criticado e volta atrás

Ramesh Tawadkar disse que centro seria similar ao 'Alcoólicos Anônimos' e que as pessoas internadas receberiam remédios

Por victor.duarte

Índia - O ministro regional indiano que anunciou a criação de um centro para jovens homossexuais voltarem a ser "normais" disse que suas palavras foram "erroneamente citadas", após receber diversas críticas.

O titular de Esportes e Juventude do estado ocidental de Goa, Ramesh Tawadkar, assegurou em declarações aos meios de comunicação que quando mencionou, nesta segunda-feira, a abertura do centro, falava de jovens drogados ou que sofreram abusos sexuais, não da comunidade LGBT (lésbica, gay, bissexual e transsexual), segundo publica a agência local "Ians".

Ministro indiano Ramesh Tawadkar anuncia centro para curar gays%2C é criticado e volta atrásDivulgação

O chefe do Executivo de Goa, Lakshmikant Parsekar, negou nesta terça-feira a existência de políticas governamentais destinadas a "normalizar" o coletivo de LGBT e argumentou que as palavras de seu ministro de Juventude poderiam ser fruto da "ignorância". "O homossexualismo é um dom natural", sentenciou Parsekar em declarações recolhidas pelo canal "NDTV", um dia depois que Tawdkar anunciou a criação de um centro similar aos Alcoólicos Anônimos no qual, disse, também seriam dados "remédios".

A Índia ilegalizou em dezembro de 2013 as relações entre homossexuais, quatro anos depois que foram despenalizadas. Em discurso em Nova Délhi, nesta segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, defendeu que as leis que criminalizam relações pactuadas entre adultos do mesmo sexo "violam os direitos básicos à privacidade e à não discriminação".

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia