Por clarissa.sardenberg

Guiné - Uma vacina contra o ebola desenvolvida no canadá vai começar a ser testada na Gunié no próximo sábado, anunciou  nesta quinta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS). O país é um dos mais atingidos pelo surto da doença que já matou cerca de 9 mil pessoas ao redor do mundo. "Se a vacina for efetiva, será a primeira ferramenta preventiva da história contra o ebola", disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan, em comunicado.

A vacinação voluntária tem dois objetivos: comprovar se é efetiva em indivíduos que estiveram em contato com pessoas infectadas pelo vírus e ver se poderá impedir novos contágios. Além disso, voluntários que cuidam de doentes também poderão ser vacinados.  A vacinação vai acontecer em uma zona da Guiné onde há uma maior incidência da doença.

Os primeiros testes da vacina VSV-ZEBOV foram promissores em prevenir a infecção pelo vírus. Outra vacina experimental, a Chade-EBO, da britânica GSK, também mostrou resultados positivos.

Vilarejo atingido pelo ebola%2C na Guiné Reuters

Ebola no mundo

"A epidemia do ebola mostra sinais de retrocesso, mas não podemos baixar a guarda até que não haja nenhum caso", disse a diretora geral adjunta da OMS Marie-Paule Kieny, encarregada da pesquisa e luta contra o ebola da organização.

"Há mais de um ano estamos correndo contra o relógio para que a epidemia não se estenda", esclareceu Bertrand Draguez, diretor médico da Médicos Sem Fronteiras, ONG que participa do projeto em coordenação com as autoridades sanitárias guineanas e da Noruega.

Desde setembro de 2014, foram testadas duas vacinas contra o ebola em cerca de 15 países da África, Europa e América do Norte. Segundo os dados mais recentes da OMS, 23.253 pessoas foram infectadas pelo vírus do ebola e 9.380 morreram durante esta epidemia, que começou em dezembro de 2013 em África Ocidental. Após semanas de diminuição de novos casos, nas últimos dois houve um aumento, particularmente em Serra Leoa e na Guiné. Na semana de 9 a 15 de fevereiro, em Serra Leoa foram registrados 74 novos casos, dos quais 45 ocorreram na capital, Freetown; e 52 na Guiné.

Com informações da EFE

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