Estado Islâmico ocupa área na capital da Síria

Pela primeira vez desde que começou combates para derrubar o presidente Bashar Al-Assad, brigadas jihadistas conseguem entrar em Damasco

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Brigadas do Estado Islâmico entraram nesta quinta-feira pela primeira vez em Damasco, na Síria. Um grupo de combatentes jihadistas ocupou desde cedo o campo de refugiados de Yarmouk, onde vivem aproximadamente 18 mil pessoas de origem palestina. A entrada de forças do grupo fundamentalista islâmico na capital síria foi confirmada pelos palestino e por organizações de defesa dos direitos humanos que trabalham no campo.

Segundo fontes palestinas, as forças do Estado Islâmico enfrentam, além do exército sírio, a resistência do Aknaf Beit al-Maqdis, um grupo palestino ligado ao Hamas, e do Exército Livre da Síria. Os dois são organizações que também lutam contra o presidente Bashar Al-Assad.

Pelo menos 18 mil palestinos moram no campo de Yarmouk%2C que foi invadido pelo Estado Islâmico Efe

Segundo a agência de notícias da inglesa BBC, aviões militares sírios fizeram bombardeiros nesta quinta no campo de Yarmouk. Além disso, artilharia foi usada para tentar conter o avanço das brigadas do Estado Islâmico.

A entrada do grupo à capital, de acordo com Observatório Sírio dos Direitos Humanos, foi por um subúrbio próximo ao campo de Yarmouk. Durante a tarde, o Observatório confirmou a entrada do Estado Islâmico no campo, e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) informou que o grupo já controlava a maior parte de e Yarmouk.

Damasco é o principal foco de resistência das forças leais a Assad, e a entrada dos jihadista na cidade preocupa até adversários do presidente sírio. Como já controla a maior parte do território do país, a conquista da capital poderia significar a queda do presidente e o controle dos radicais islâmicos sobre toda a Síria.

Ingleses presos na fronteira

Forças de segurança da Turquia detiveram também nesta quinta-feira nove ingleses que tentavam cruzar ilegalmente a fronteira com a Síria. Apesar de eles não informarem o que os motivou a viajar para a região, a suspeita é que seu objetivo era se juntar ao Estado Islâmico. O governo inglês foi avisado no mesmo dia das prisões.

Segundo forças de segurança turcas, cerca de 600 ingleses foram detidos em situação ilegal na Turquia tentando seguir para a Síria e para o Iraque para se juntar ao Estado Islâmico. Além disso, milhares de estrangeiros de vários países, inclusive europeus, cruzaram as fronteiras para lutar ao lado dos jihadistas.

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