Apesar de contestação mundial, Indonésia diz que não voltará atrás em execuções

As leis da Indonésia contra os crimes de droga estão entre as mais duras do mundo

Por fernanda.macedo

Indonésia - A Indonésia informou neste domingo que está determinada a avançar com a execução de oito estrangeiros, entre os quais um brasileiro, condenados por tráfico de droga, apesar da contestação mundial liderada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

Neste sábado, as autoridades indonésias notificaram os oito estrangeiros – da Austrália, Nigéria, do Brasil e das Filipinas – que as execuções, por um pelotão de fuzilamento, ocorrerão em breve. Um preso indonésio também será executado na mesma ocasião. A procuradoria-geral da Indonésia declarou que o francês Serge Atlaoui, também condenado à morte por tráfico de droga, foi retirado desta lista de execuções iminentes, depois de muita pressão do governo francês.

O grupo de prisioneiros já foi transferido para a prisão de segurança máxima de Nusakambangan, onde ficarão até serem executados. O governo de Jacarta informou, neste sábado, que as execuções poderiam acontecer dentro de três dias. Os governos estrangeiros envolvidos já realizaram pedidos de clemência para os seus cidadãos à Indonésia. Os pedidos foram negados.

O secretário-geral Ban Ki-moon, “apelou ao governo indonésio para não executar, como anunciou, os dez prisioneiros que se encontram no corredor da morte pelos crimes alegadamente ligados à droga”, indicou um comunicado divulgado ontem pela organização.

“Segundo a legislação internacional, em países onde a pena de morte está em vigor, a lei apenas deve ser aplicada em crimes graves, como mortes com premeditação”, diz a ONU e acrescenta que “as infrações ligadas à droga não estão normalmente incluídas nesta categoria de crimes, muito graves”.

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