EUA condena loja por não contratar muçulmana que usou véu em entrevista

Lenço, ou hijab, violou a norma de vestimenta da Abercrombie, que já foi mudada para empregados que trabalham nas lojas

Por victor.duarte

EUA - A Suprema Corte dos Estados Unidos endureceu a proteção a direitos civis nesta segunda-feira para empregados e candidatos a empregos que precisam de tratamento especial por causa de suas crenças religiosas.

A Justiça deu ganho de causa a uma muçulmana que não foi contratada depois de aparecer numa entrevista de emprego da marca de roupas Abercrombie & Fitch vestindo um véu preto. O lenço, ou hijab, violou a norma de vestimenta da companhia, que já foi mudada, para os empregados que trabalham em suas lojas.

Os empregadores normalmente devem acomodar candidatos e empregados com necessidades religiosas se tiverem tiver ao menos uma ideia que essa acomodação é necessária, disse o juiz Antonin Scalia disse em uma opinião para a Corte. A candidata Samantha Elauf não disse ao seu entrevistador que era muçulmana. Mas Scalia disse que a Abercrombie "ao menos suspeitava" que a jovem usava um véu por causa de sua religião. "Isso é o suficiente", disse Scalia em uma opinião para sete outros magistrados.

A lei federal de direitos civis dá às práticas religiosas "tratamento preferencial" que proíbe empregados de demitir ou não contratar pessoas baseadas em sua crença religiosa, disse Scalia. A lei, conhecida como Title VII, exige que empregadores acomodem as crenças religiosas na maioria dos casos.

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