Rainha Elizabeth II terá reinado mais longo da história do Reino Unido

Monarca britânica, de 89 anos, baterá recorde de sua tataravó, a rainha Victoria, nesta quarta-feira

Por gabriela.mattos

Reino Unido - A rainha Elizabeth II, de 89 anos, se tornará nesta quarta-feira a monarca que tem reinado mais longo no Reino Unido. Ela baterá o recorde de sua tataravó, rainha Victoria. A nova marca será celebrada de maneira discreta. Segundo um porta-voz do Palácio de Buckingham, "o dia será focado em sua participação em evento na Escócia".

A rainha, que tradicionalmente passa o mês de setembro em sua residência escocesa de Balmoral, já celebrou com ostentação em 2012 o 60º aniversário de sua chegada ao trono - dia 6 de fevereiro de 1952 - e no ano seguinte o aniversário de sua coroação.

Rainha Elizabeth II, de 89 anos, terá reinado mais longo da história britânicaFoto%3A EFE

Apesar de não haver festejos desta vez, é evidente que para ninguém passará despercebido que em 9 de setembro de 2015 a chefe do Estado britânico ultrapassará a marca registrada pela tataravó, que reinou durante 23.226 dias, 16 horas e 23 minutos, um total de mais de 63 anos, segundo cálculos do Palácio de Buckingham.

O posto de monarca mais velha da história do Reino Unido se explica porque a rainha Victoria (1819-1901) viveu até os 81 anos. O título de Elizabeth II ainda pode se tornar mundial, após a morte em janeiro do rei saudita Abdullah bin Abdul Aziz al Saud, aos 90 anos. Elizabeth II, que chegou ao trono em 1952 após a morte de seu pai, George VI, supera em idade o sultão da Malásia, Abdul-Halim Muadzan, e o rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej.

O Reino Unido conta também com o sucessor ao trono mais velho da história britânica, o príncipe Charles, a ponto de completar 68 anos e conhecido como o "eterno herdeiro" de uma rainha que pode seguir no trono até o último suspiro da vida. O pesquisador Martin Willis, da Universidade de Westminster, que pesquisou esse evento, detalhou à Efe alguns paralelismos entre duas monarcas de grande personalidade.

"É importante que tanto Victoria como Elizabeth sejam mulheres. Ambas promoveram a independência das mulheres, mas também representaram pontos de vista conservadores", analisou. Victoria, por exemplo, liderou o Império, mas também era esposa e mãe, e as pinturas e fotografias a mostram frequentemente na posição da mulher na família.

Elizabeth continuou essa tradição conservadora, mas, quando era princesa, assumiu seu papel na guerra e foi amplamente fotografada com seu uniforme. "Ambas as rainhas passaram por crise familiares que ameaçaram a monarquia. Victoria foi vista muito afastada de seus súditos nos meses após a morte de seu marido, Albert. Além disso, a atual rainha foi muito criticada por sua aparente frieza e distância no período imediatamente posterior à morte da princesa Diana", disse.

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