Por clarissa.sardenberg
Paquistão - Quatro integrantes do movimento islâmico Talibã condenados à morte pelo atentado à escola pública militar de Peshawar, no Paquistão, foram executados nesta quarta-feira, em uma prisão da província de Khyber Pakhtunkhwa. Ataque matou quase 150 pessoas, a maioria crianças e adolescentes. As execuções à morte por crimes de terrorismo estavam suspensas no Paquistão, mas foram retomadas depois da tragédia.
Massacre na escola de Peshawar%2C no Paquistão%2C chocou o mundo Reuters

De acordo com fontes locais, os homens, identificados como Maulvi Abdus Salam, Hazrat Ali, Mujeebur Rehman e Sabeel, foram enforcados na manhã desta quarta, três dias após a execução ser autorizada pelo chefe do Exército, Raheel Sharif.

Os quatro foram condenados à morte por uma corte especial antiterrorista criada pelo governo do premier Nawaz Sharif após o atentado. Outros dois homens receberam a mesma pena. Eles eram membros do grupo Tawhid al Jihad (TUJ), aliado do Tehrik-e-Taleban Pakistan (TTP), que, por sua vez, é conhecido como o Talibã do Paquistão.

Soldado acompanha crianças resgatadas de escola no PaquistãoReuters

O grupo assumiu a autoria do atentado, realizado em 16 de dezembro de 2014 e o qual provocou a morte de quase 150 pessoas, a maioria crianças e adolescentes. Terroristas suicidas invadiram a escola, iniciaram um tiroteio e detonaram bombas. As autoridades paquistanesas chegaram a comparar o massacre ao "11 de Setembro" nos Estados Unidos.

Após a retomada da pena de morte por terrorismo, mais de 300 pessoas já foram executadas. A ONG Anistia Internacional fez uma dura crítica ao governo de Islamabad pela retomada das execuções, as quais tornam o Paquistão o principal país do mundo em condenações à morte.