Rio de Janeiro quer mais proteção na rede ferroviária da SuperVia

Estado pede R$ 600 milhões do PAC para isolar passagens de nível e fechar acessos clandestinas

Por O Dia

Rio - Alvo de tantas reclamações e centro de diversas crises no sistema de transportes do Rio, a rede ferroviária da SuperVia deve, finalmente, receber obras para acabar com as 40 passagens de nível oficiais e os 150 acessos clandestinos dos 270 quilômetros de férrea. A Secretaria Estadual de Transportes entregou ao governo federal, na semana passada, o pedido de financiamento do projeto, orçado em R$ 600 milhões. 

A secretária de Transportes Tatiana Vaz Carius diz que%2C após enquadramento no PAC%2C pode iniciar licitaçãoCarlo Wrede / Agência O Dia


Em entrevista ao DIA, a secretária Tatiana Vaz Carius explicou que apresentou o termo de referência — documento necessário para iniciar o projeto — no Ministério do Planejamento, em Brasília, e agora aguarda a aprovação dos recursos. “Com o enquadramento no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a gente já pode iniciar o processo de licitação, que deve incluir a elaboração de projeto básico e as obras no mesmo pacote”, afirmou a secretária, que não quis estimar prazo e nem arriscar se isso acontecerá na atual gestão do governador Luiz Fernando Pezão.

O projeto, chamado de ‘Segurança na Via’, é uma demanda da própria concessionária SuperVia, que reclama dos problemas causados pela circulação irregular de pessoas e veículos ao longo do sistema ferroviário. Só neste ano, foram registradas 32 colisões e 10 atropelamentos. O estudo inicial da empresa estima a necessidade de construção de 58 viadutos: 10 no ramal Deodoro; 13 no ramal Santa Cruz; 17 no ramal Belford Roxo; 11 no ramal Japeri; e sete no ramal Saracuruna.

Tatiana, que assumiu o comando da pasta em abril deste ano, lembra que o projeto é necessário para melhorar a qualidade do transporte ferroviário do Rio, que passou por várias crises desde que Tatiana entrou na secretaria, em 2008, como assessora jurídica. “Já estão chegando quatro trens por mês, no Porto do Rio, dos 30 que encomendamos na China. Mas não é só colocar o trem novo, porque, se tiver gente cruzando a via, ele tem de circular mais devagar”, explica.

A secretária anunciou também que, até o fim do governo atual, pretende licitar os projetos básicos para três futuras linhas de expansão do metrô: Estácio-Carioca-Praça 15; Uruguai-Méier-Engenhão e Jardim Oceânico-Alvorada-Recreio. “Estamos elaborando o primeiro plano diretor para a expansão do metrô do estado, que vai definir as prioridades nos próximos 30 anos”, afirmou.

Em relação aos atrasos na licitação para a construção da Linha 3 do metrô, que ligará Niterói a São Gonçalo, cuja última previsão era para o dia 15 de agosto, a secretária disse que a demora se deve ao fato de que o projeto original, feito há dez anos, teve de ser totalmente refeito. Ela prevê agora que a licitação saia até o fim do ano. 

Santa Teresa com elevador até o metrô

O projeto para a construção da Linha 5 do metrô, ligando a Gávea ao Largo da Carioca, no Centro, prevê que seja construído um tipo de elevador ou plano inclinado para ligar Santa Teresa à estação que deve ficar aos pés dos morros do bairro, nas proximidades da Lapa. A informação é da secretária estadual de Transportes, Tatiana Vaz Carius, que explicou que a localização exata vai ser definida pelo projeto básico, cuja empresa que vai elaborá-lo está sendo escolhida por licitação, atualmente em andamento.

As estações previstas são: Jóquei, Jardim Botânico, Humaitá, Largo Leões, Dona Marta, Laranjeiras, Largo dos Guimarães (Santa Teresa) e Carioca. Segundo a secretária, as empresas já entregaram as propostas para elaborar o projeto básico e o resultado deve sair até o fim do ano.

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