Por tamyres.matos

Rio - Não se pode ignorar fato conhecido por todos e que pode comprometer as recentes e inquestionáveis conquistas do Rio. Trata-se do alto grau de passionalismo nas lutas políticas, com uma carga de emoção que afeta o desejável e saudável clima de cordialidade entre os políticos.

Na questão do petróleo, a classe política fluminense deu bom exemplo de espírito público, unindo-se sob o comando do governador Sérgio Cabral e do vice Pezão para a defesa de legítimos interesses do Rio. Tudo com base na tradição jurídica do respeito aos contratos e da não retroatividade das leis.

De lá para cá, no entanto, percebe-se um clima emocional muito forte, especialmente naqueles que fazem oposição ao prefeito, ao governador e à presidenta, que tiveram a ventura de proporcionar um momento tão importante na vida do estado e sua capital, que vinham de um processo de esvaziamento.

Hoje, as grandes obras estão aí, e o progresso chega ao interior, origem política do vice-governador e coordenador das obras, com a consolidação do polo automotivo, no sul do estado; o lácteo, no Médio Paraíba; na pecuária, em todo o interior; o Arco Rodoviário; Comperj e evidentes melhoras nos temas básicos da segurança, transportes, saúde e educação. Mas, como no Brasil não se perdoa o sucesso, colocaram os baderneiros nas ruas, atingindo a Copa e as Olimpíadas, de vez que no Hemisfério Norte as viagens são programadas com antecedência mínima de um ano.

E o mais preocupante é a orquestração para inibir a ação policial ao reprimir atos de vandalismo, como os que atingiram duas igrejas históricas, o Palácio Tiradentes, recentemente restaurados, e a tentativa de tumultuar o jogo de domingo no Mário Filho.

E nossa polícia não tem agido de forma diferente de outros países que sofrem com os mesmos movimentos, de inspiração semelhante. Em meio à crise na economia, quem vai pagar a conta dos distúrbios promovidos pelos filhos da classe média serão justamente os menos favorecidos, que têm ou precisam de emprego para sobreviver.

A imprensa internacional tem registrado estas manifestações, para alegria dos países que disputam conosco a atração de investimentos e de eventos. Protestar por protestar é postura elitista, que acaba servindo a radicais.

Aristóteles Drummond é jornalista

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