Por tamyres.matos

Rio - É natural que surjam críticas à capacidade do Brasil de garantir, na Copa e na Olimpíada, a segurança de atletas, comitivas, espectadores, patrimônio, convidados e público em geral. O que se escuta nas conversas de esquina é uma interrogação pessimista: “Será que poderemos responder a todas as exigências dos megaeventos?” Creio que, neste caso, as críticas e o medo das pessoas se explicam pelo sentimento, ainda arraigado em grande parte da população, de que “no Brasil nada dá certo”.

Além da bola, estarão em jogo a vida de milhões de pessoas e a imagem do Brasil no exterior. Por estes motivos, tem havido muita vontade política, muito planejamento, muitos investimentos e ações de gente profissional, que realmente sabe fazer. Em agosto de 2011 foi criada a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, ligada ao Ministério da Justiça, que tem sido responsável pela união das forças federais, estaduais e municipais para garantir o sucesso dos megaeventos.

Os órgãos já estão preocupados, desde já, com ameaças externas, proteção de portos, aeroportos e fronteiras e questões internas. Além disso, estamos presenciando uma real e rara união de forças entre as instituições brasileiras. Outro ponto a se destacar é quanto ao legado a ser deixado. Esta herança tecnológica, as estratégias e as experiências que se acumularão muito vão fortalecer a área de segurança nas cidades dos eventos.

Nós, brasileiros, orgulhosos pela realização da Copa das Confederações e demais megafestas do esporte, desta vez temos bons motivos para acreditar no sucesso da segurança e guardarmos nossa energia para torcer pelos brasileiros que estarão dentro de campo.

Cacau de Brito é advogado e presidente do movimento O Rio Pede Paz

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