Por bferreira

Rio - O código de conduta dos taxistas, que entra em vigor na semana que vem, como O DIA mostra hoje, é importante e há muito tempo necessário passo para sanear um serviço indispensável na cidade — infelizmente, alvo constante de reclamações das mais absurdas. Agora, há regras rígidas, obrigações claras, penas e sobretudo multas. E o maior fiscal dessas normas é o passageiro, que poderá, pela central de atendimento da prefeitura, denunciar os maus condutores. Espera-se que o poder público cumpra o papel de concedente do serviço e não faça das queixas um oceano de letras mortas.

O taxista faz parte do que se pode chamar de ‘primeira impressão’ que a cidade causa em qualquer turista. Chegue por terra, ar ou mar, o viajante fatalmente precisará contratar uma corrida — e muitas vezes depende da sorte para chegar ao destino sem aborrecimentos ou sem ser lesado. Aos cariocas, sobram manifestações de desapreço e de soberba. A lista de reclamações é extensa e inclui rádio nas alturas, conversas ao celular e um dedilhar nervoso nos aplicativos de cooperativas ou de rastreamento por GPS.

Mas nada é tão irritante quanto o “vai pra onde?”, odioso hábito de muitos motoristas que têm a certeza de estar prestando um favor ao passageiro ou que demonstram irritação em aceitar uma corrida. Deveria ser exatamente o contrário: taxistas são permissionários do Estado e são remunerados por isso. Respeito às leis e ao cliente é o mínimo que se espera.

Existem excelentes profissionais na praça, é bom salientar. São condutores com anos de rua, conhecimento amplo da cidade e cortesia ao passageiro. Mas é numeroso o contingente de taxistas que devem na qualidade do serviço. Separar o joio do trigo é o maior desafio do código de conduta, que exigirá da população boa vontade de observar as regras e demandará do município pulso firme para afastar quem não seguir na linha.

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