Por bferreira

Rio - Balanços e resoluções são praxe nesta época. Sob a ótica dos que consideram o virar do ano uma simples convenção, não passam de lugar-comum. Mas a reflexão é mais que bem-vinda e necessária, pois dá a chance de repassar o que de errado aconteceu nos últimos 12 meses e o que se espera do ano que ora começa. É uma forma de, por um instante, permitir um recomeço no sentido mais amplo do termo. Este espaço, que diariamente se debruça sobre as mais diferentes questões, aproveita a ocasião para elencar temas relevantes.

O ano de 2013 terminou com mais um vexame nos altos círculos do poder. O caso do importante senador que usou avião da FAB para fins particulares, quiçá íntimos — e o alegado reembolso, esta semana, um bom tempo depois —, revolta e desanima. Parece não haver escrúpulos entre quem deveria dar exemplos e sobressai um imenso desprezo pela coisa pública. Muito se fala em urnas, em mudar pelo voto, mas é preciso ir além. Já que existem políticos descompromissados, resta ao povo lembrá-los de suas tarefas. A rua está aí para isso.

Também foi em 2013 que se ensaiou uma perigosa investida contra a liberdade de expressão. Artistas de renome, com uma obra vastíssima e brilhante, cortejaram a censura prévia sobre os toscos pretextos de preservar privacidades e de repartir ganhos. A sociedade condenou a manobra, ciosa do papel de sua Justiça e do trabalho quase diletante dos biógrafos. Assusta pensar que essa sórdida campanha poderia, num segundo estágio, cercear inclusive a imprensa.

Encerra-se esta lista com um prognóstico para 2014. Será um ano cheio — só para citar os mais importantes: com Carnaval em março, Copa em junho, eleições em outubro. Muitos veem esses eventos como desculpas para festas ou folgas. É preciso que todos sejam encarados como oportunidades. De melhorar a cidade, de aprimorar o turismo e de consertar o país. Só assim poderemos antever um futuro promissor e mudanças de verdade.

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