Editorial: A linha-dura contra fumantes

É muito bem-vinda a regulamentação da nova lei do Ministério da Saúde que endurece o combate ao fumo

Por bferreira

Rio - Num país onde 200 mil pessoas morrem por ano em consequência de doenças relacionadas ao tabagismo — e o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta R$ 1,4 bilhão com internações decorrentes de enfermidades ligadas ao cigarro —, é muito bem-vinda a regulamentação da nova lei do Ministério da Saúde que endurece o combate ao fumo. Entre as medidas que deverão causar maior polêmica está o fim dos fumódromos em bares, restaurantes e em qualquer recinto fechado ou coberto em todo os país. Vista como antipática para os fumantes, a proibição resguarda os direitos de quem está no ambiente e não quer inalar a fumaça indesejável. Pode salvar centenas de vidas.

Afinal, de acordo com o estudo do próprio ministério, a estimativa é de que só este ano sejam registrados mais de 16 mil novos casos de câncer de pulmão, em fumantes ativos ou passivos. Daí a importância e a urgência de tomada de posição firme como essa, que também acaba com qualquer tipo de propaganda de cigarro e amplia os alertas nos maços.

A resolução será publicada hoje no Diário Oficial, mas só entrará em vigor daqui a seis meses. O tempo é necessário para que estados, cidades e estabelecimentos se adequem à nova medida, que punirá com multas de até R$ 1,5 milhão e até interdição de espaço que desrespeitá-la. O que é pouco para todo o mal que o tabagismo representa e os prejuízos que causa ao Erário.

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