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Marcos Espínola: Mais segurança em 2015

Em tempos de muita violência, com o policial sendo alvo dos bandidos valorizar o papel desse profissional é mais que um reconhecimento: é um dever

Por thiago.antunes

Rio - O projeto anunciado pela PM para desenvolver ações de segurança em conjunto com a população é mais uma iniciativa positiva da nova gestão que, certamente, dará continuidade ao trabalho realizado nos últimos anos. Depois da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, esse novo movimento visa à mesma filosofia empregada nas comunidades que receberam as UPPs, integrando o agente de segurança com a população.

No entanto, paralelamente, é necessário investir em outros serviços sociais, e o governo federal precisa controlar nossas fronteiras, pois não podemos esquecer que a válvula que impulsiona a violência é o tráfico de drogas e de armas. As melhorias na qualidade de vida das comunidades pacificadas foram notórias. Mas muito já foi discutido quanto à continuidade da ocupação, não só no que diz respeito à segurança especificamente, mas também a outras ações sociais primordiais.

Para atender a tais carências, fruto de muitos anos de descaso, saúde e educação são prioridade, pois só a presença policial não é o suficiente. Agora, é inegável que mais esse projeto inovador da PM, de implantação das Companhias Integradas de Polícia de Proximidade, promoverá a ampliação do vínculo de parceria e referência na sociedade.

Em tempos de muita violência, com o policial sendo alvo dos bandidos (nestes primeiros dias do ano mais um policial de UPP já foi assassinado), valorizar o papel desse profissional é mais que um reconhecimento: é um dever que trará benefícios não só para a imagem da corporação, mas essencialmente para o desenvolvimento da segurança pública.

Nesse modelo que será implantado, cada unidade terá um comandante responsável por gerenciar indicadores de criminalidade e atender a população, resgatando a figura do policial amigo do cidadão. Que esse seja mais um passo consistente para o bem coletivo e que as autoridades de todas as esferas aproveitem o ensejo para incluir outras iniciativas de outras áreas, fortalecendo a ordem pública e a cidadania.

Marcos Espínola é advogado criminalista

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