Thiago Hyppolito: Sem mais decorar senhas

Nos últimos anos vimos diversos casos de ataques de hackers a grandes corporações com intuito de adquirir senhas dos usuários

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Redes sociais, contas de e-mail, lojas online e portais de notícias solicitam login e senha para identificar usuários. Com tantos serviços diferentes — e restrições para a criação de senhas —, o internauta frequentemente esquece a combinação escolhida ou, pior, usa a mesma para todos os sites.

Ano passado, pesquisa da McAfee mostrou que 49% dos usuários de internet no Brasil jogam a mesma senha para acessar diferentes sites. Essa atitude aumenta muito o risco de golpes e roubo de informações confidenciais, pois caso um hacker tenha acesso aos dados de um site ele poderá usá-los com sucesso em outro. Outro comportamento de risco apontado é que 43% das pessoas compartilham senhas de smarphones, e-mails e redes sociais.

Nos últimos anos vimos diversos casos de ataques de hackers a grandes corporações com intuito de adquirir senhas dos usuários. Com a evolução das ameaças e, consequentemente, das preocupações relacionadas à segurança, é preciso mudar o modo de fornecer autenticação para a identificação do usuário. Diante desta necessidade, o uso de informações biométricas únicas se torna fundamental.

Esta tendência, comum nos filmes futuristas, está cada vez mais próxima. Os bancos já leem digitais para reduzir o número de fraudes, e alguns softwares já oferecem dupla conferência, por meio de biometria e senha. Muito em breve os desenvolvedores de dispositivos e prestadores de serviços via internet também passarão a pedir o reconhecimento facial, o reconhecimento de voz e o escaneamento de íris para garantir cada vez mais a segurança dos clientes e das empresas.

A maioria das pessoas já possui mais de um dispositivo conectado à internet, mas o uso de antivírus e soluções de segurança ainda não são tão populares entre usuários de smartphones e tablets como são para os PCs. Com a ‘Internet das Coisas’, milhões de novos dispositivos conectados serão inseridos no cotidiano das pessoas e, com isso, novos padrões de proteção e segurança deverão ser criados; e o roubo ou mesmo esquecimento de senhas será problema do passado.

Thiago Hyppolito é engenheiro de produtos da McAfee no Brasil

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