Por felipe.martins

Rio - São inegáveis, e motivo de orgulho, as conquistas alcançadas, nas últimas décadas, pelas mulheres. Representamos 42,7% da força de trabalho no país, de acordo com o IBGE. Ocupamos cada vez mais espaços e funções profissionais que, antes, eram restritos aos homens. E temos o prazer de ver que, hoje, muitos homens dividem conosco tarefas domésticas. São conquistas que nos fazem sorrir.

Mas, ao mesmo tempo, a realidade de tantas vitórias, com destaque para a consolidação dos nossos direitos, como a licença-maternidade, ainda convive, infelizmente, com outra, extremamente alarmante: a violência contra a mulher. As estatísticas policiais apontam crescimento nas diversas modalidades de crime que a vitimam. É importante esclarecer que o número de registros aumentou no país porque as mulheres tomaram coragem e passaram a denunciar os agressores. Contudo, o grande volume de casos demonstra a gravidade da situação.

Os dados referentes ao Rio apontam que, em 2013, as mulheres foram vítimas de 82,8% dos estupros e de 90,3% das tentativas de estupro registrados. Das 88.621 pessoas que sofreram lesão corporal dolosa naquele ano, 56.377 eram mulheres. Além disso, 326 foram vítimas de assassinatos ou tentativas de homicídio no âmbito doméstico. Ou seja, quase um caso por dia de morte ou atentado contra a vida da mulher. Em 2012, o total fora de 327 casos, igualmente altíssimo.

Neste Dia Internacional da Mulher, é importante destacar que o Brasil jamais será um país civilizado enquanto as mulheres continuarem sendo vítimas de tantos crimes cometidos, em maioria, por companheiros ou ex-companheiros. Estamos no mercado de trabalho, ocupamos cargos elevados em grandes empresas e nos três poderes, mas ainda convivemos com essa triste realidade.

Temos que nos manter firmes e encorajadas na luta contra a violência e pelo efetivo cumprimento dos direitos que nos foram consagrados pelas leis em vigor. E, para isso, contamos com o apoio indispensável de todos os homens que não aceitam e repudiam toda forma de violência contra a mulher.

Martha Rocha é deputada estadual pelo PSD

Você pode gostar