Nelson Moreira: Exemplo a ser seguido

Emoção de participantes de projeto que ensina estudantes a fazer filmes na escola é a melhor cena em festival de cinema

Por bferreira

Rio - Na noite de sábado, assisti na Praça Nilo Peçanha, no Centro de Barra do Piraí, à cerimônia de premiação do 6º Festival Internacional de Cinema, um projeto do município com apoio de empresas privadas e que envolveu cerca de 500 alunos de escolas públicas e particulares da cidade. A entrega dos prêmios seguiu o modelo tradicional, com apresentação de cenas dos filmes concorrentes, chamada dos vencedores, discursos, agradecimentos e muita emoção.

E foi esse aspecto que mais me chamou a atenção: a emoção de cada aluno e professor que subiu ao palco armado no meio da praça. Diante de uma plateia empolgada — formada principalmente por estudantes — e que, além das cadeiras protegidas por uma cobertura, ocupava parte das ruas laterais, cada premiado destacava a felicidade de poder ter participado do festival. E, mais que isso, de ter tido a possibilidade de se envolver na produção de um filme, do argumento à exibição.

Saí daquela praça convencido de que o festival e o projeto Luz, Câmera, Educação, no qual está inserido, merecem atenção dos responsáveis pela Educação no país. E nem comento a qualidade dos filmes, porque isso, nesse momento, é secundário.

Quando tantos discutem projetos que possam tornar a escola mais atraente para jovens e, sobretudo, desencadeadora de esperanças, a emoção daqueles jovens que subiram ao palco me deu a impressão de estar diante de um que cumpre bem esse objetivo. E o fato de estar na sexta edição foi mais um elemento para ter esse sentimento.

E que parece ser o mesmo experimentado pela secretária estadual de Cultura, Eva Doris. Convidada a subir ao palco e entregar um dos prêmios, ela disse que nunca se sentiu tão emocionada e prometeu difundir a ideia do festival pelo estado. Fico torcendo para que possa transformar desejo em realidade.

No momento em que o governo federal adota o slogan Pátria Educadora, projetos, como o Luz, Câmera, Educação, que ofereçam a alunos, de escolas públicas e privadas, chance de usar escola como ambiente de emancipação devem ser incentivados. E, como promete a secretária Eva Doris, disseminados, inclusive com apoio das empresas privadas. Afinal, o país do futuro será aquele que construirmos no presente.

Nelson Moreira é jornalista do DIA

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