Editorial: A nova CPMF e a reforma tributária

A volta do imposto sobre movimentações financeiras é excelente oportunidade para o Brasil debater com equilíbrio e afinco a questão

Por thiago.antunes

Rio - Mal foi anunciada, a intenção da equipe econômica de Dilma Rousseff de ressuscitar a CMPF está sendo apedrejada em praça pública. O cenário, de fato, não poderia ser pior: PIB em retração, confirmando a “recessão técnica”, e muita desconfiança por parte das famílias, em um sinal claro de que 2016 será tão difícil quanto este duro ano.

A volta do imposto sobre movimentações financeiras, porém, é excelente oportunidade para o Brasil debater com equilíbrio e afinco a reforma tributária. A sociedade está cansada de tentar fechar a conta que opõe uma das mais altas cargas de impostos do mundo e a falta crônica de verbas para tudo. A roubalheira tem, sim, parte nesse cálculo, mas não é a única culpada. Má gestão e injustiças têm influência.

Criar impostos é a forma mais fácil de destruir a popularidade de um governo. Mas, com boa governança, a medida é capaz de consertar mazelas. Tudo depende de discussão com críticas construtivas e sem o ódio que predomina no país.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia