Editorial: Reação com o menor volume de armas

Manter desarmada a sociedade não significa deixar arsenais livres nas mãos de facínoras

Por felipe.martins , felipe.martins

Rio - Aos que defendem o rearmamento como solução contra o recrudescimento da violência, propõe-se este exercício: quinta-feira, policial à paisana reagiu a tentativa de assalto a ônibus que seguia para São Gonçalo. Os dois ladrões que anunciaram o roubo foram mortos. O motorista do coletivo também foi atingido e morreu. Depois descobriu-se que a dupla carregava arma de brinquedo. Se outro passageiro portasse uma pistola, por exemplo, quantos teriam perdido a vida na desastrada ação?

A reflexão é relevante, sobretudo quando se registram graves erros na atuação policial. Se agentes da lei, apesar do treinamento a que são submetidos, são passíveis de falhas, o que aconteceria com cidadãos comuns? Exigir cursos e certificados? Inócuo, diante da fiscalização pífia do Estado.

Manter desarmada a sociedade não significa deixar arsenais livres nas mãos de facínoras. Mais uma vez, a estratégia deve centrar-se na derrama e até desvio de munição. Menos armas, menos tiros, menos vítimas inocentes.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia