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Marcos Espínola: Proximidade que faz a diferença

Em tão curto tempo, gestos e ações de agentes de segurança, efetivamente, renderam frutos e fizeram a diferença, mesmo sem qualquer holofote

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - As notícias negativas são muito mais propagadas e com velocidade avassaladora. Mas, com o início de mais um ano, naturalmente renovamos nossas esperanças; nesse sentido, destacamos um tema bastante comentado em 2015, mas que merece o nosso reconhecimento: a polícia de proximidade. Em tão curto tempo, gestos e ações de agentes de segurança, efetivamente, renderam frutos e fizeram a diferença, mesmo sem qualquer holofote.

Ligada a uma das áreas mais complexas, que é a segurança pública, essencialmente no Rio, com alto número de favelas e atuação de facções criminosas, a aproximação da polícia com o povo é um desafio ainda maior. Somado a isso, não podemos ignorar que, devido a vários fatores, a imagem da polícia não é bem vista por boa parcela da população, principalmente nas comunidades dominadas pelo tráfico que, declaradamente, fomenta o ódio à polícia de forma arbitrária.

No entanto, através das UPPs, projeto positivo, não sendo totalmente eficiente por conta também de outros fatores (já discutidos exaustivamente), foi possível resgatar o respeito mútuo entre policial e cidadão, no qual a paz prevaleceu e a interação se tornou realidade. São vários os exemplos, como o Projeto Música para Todos, no Borel, que possibilitou a mais de 100 pessoas aprender a tocar instrumentos. Além disso, em quase todas as UPPs, foram promovidas festas e neste fim de ano, muitas distribuições de brinquedos, solidificando o envolvimento transparente e harmonioso entre PMs e moradores.

Cerca de 150 delegados e agentes da Polícia Civil arrecadaram entre si mais de R$ 15 mil para comprar uma cadeira de rodas especial para a menina Thayane Monteiro, sobrevivente da chacina na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, há quase cinco anos. E são muitas as iniciativas de responsabilidade social de agentes de segurança, com grupos que visitam hospitais, por exemplo. Casos de polícia de proximidade, mas que, infelizmente, não chegam ao conhecimento do público.

Fica o desejo para que em 2016 não só aumentem essas iniciativas como também tenham maior notoriedade, mostrando que esses profissionais são gente como a gente e buscam a proximidade espontaneamente.

Marcos Espínola é advogado criminalista

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