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Editorial: Sintoma do trânsito incivilizado

Não se trata apenas de civilidade — esta, obviamente, muito necessária —; mas, sim, de saúde pública

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - Os quatro mil motoristas de ônibus e os seis mil condutores de táxi que estouraram o prontuário ano passado e deveriam deixar de circular — mas não o fizeram — evidenciam o cipoal que se tornou o trânsito no Rio. Como O DIA mostrou ontem, trata-se de um quinto do total de profissionais do volante. Número altíssimo.

Também é elevado o volume de multas aplicadas aos consórcios que administram as linhas de ônibus: foram 29 mil desde 2010, ou pelo menos 15 por dia. Dados que, cruzados com o exército de suspensos de mentirinha, escancaram um enxugamento de gelo na tentativa de impor ordem ao trânsito.

Não se trata apenas de civilidade — esta, obviamente, muito necessária —; mas, sim, de saúde pública. Acidentes viários matam média de 40 mil por ano, destruindo famílias; e só em 2015 foram 135 mil internações, mobilizando recursos e pessoas no atendimento de urgência.

Já está na hora de pensar em medidas mais eficazes para um trânsito são.

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