Por bferreira

Rio - A polícia está analisando imagens das câmeras de segurança da Favela da Rocinha, em São Conrado, na tentativa de identificar o bandido que atirou num turista alemão sexta-feira.

Neste sábado, a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local ganhou reforço de 40 policiais que ajudam na busca ao atirador. Segundo o comandante da unidade, major Edson Santos, entradas e saídas da Rocinha foram fechadas para que suspeitos fossem revistados.

Entradas e saídas da Rocinha foram fechadas por PMs. Vítima está lúcida e respira sem aparelhosJosé Pedro Monteiro / Agência O Dia

A vítima, Frank Daniel Baijaim, de 25 anos, e um amigo, também alemão, visitavam a comunidade, que foi pacificada há oito meses, quando foram surpreendidos na localidade Roupa Suja. Frank teve o tórax e o fígado perfurados e foi operado no Hospital Miguel Couto, na Gávea. O estado de saúde é grave, e ele segue internado na UTI. Está lúcido e respira sem aparelhos.

A perícia foi realizada no local no mesmo dia do crime, mas a polícia não divulgou quantos tiros foram disparados e quantas pessoas podem estar envolvidas no caso.

“São cerca de 80 câmeras na Rocinha, mas no local onde aconteceu o disparo não tem nenhuma. O beco onde o turista foi baleado é muito estreito. É um espaço de, no máximo, 1,5 m de largura e de difícil acesso. Estamos com 190 policiais para tentar achar o suspeito”, disse o comandante.

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL

A PM disse que uma granada e munição de pistola 45mm foram encontradas em um beco próximo ao local onde o turista foi baleado algumas horas depois do ocorrido.

A assessoria do Consulado Geral da Alemanha no Rio informou que a família da vítima já foi avisada. O delegado Alexandre Braga, da Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), já ouviu algumas testemunhas. O depoimento do amigo de Frank, que estava com ele na favela, durou cerca de três horas. “Eles estavam hospedados em um albergue no Rio há dois dias, terminando uma viagem que faziam pela América do Sul. Os dois já estiveram no Rio antes, mas não conhecem muito bem a cidade. Pegaram um ônibus e foram parar na Rocinha, mas nem sabiam onde estavam”, disse o delegado, que concluiu.

“Eles tiraram fotos, mas não há confirmado que eles fotografaram homens armados. Também não estavam com medo, só tentavam sair do local, quando houve o disparo”.

O caso teve repercussão na Alemanha, onde jornais noticiaram o crime. Em abril, turistas alemães foram assaltados no acesso ao Cristo.

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