Corpos de vítimas mortas durante operação do Bope na Maré são enterrados

Amigos e familiares das vítimas não quiseram falar com a imprensa

Por bianca.lobianco

Rio - O corpo de Eraldo Santos da Silva, de 41 anos, morador do Complexo da Maré, foi enterrado na tarde desta quarta-feira, no cemitério do Cacuia, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio.

Durante o cortejo, a cunhada da vítima disse que o homem, que era garçom, morreu no bar onde  trabalhava, no Parque União. "Estávamos dormindo e escutamos barulho de tiros, só tivemos conhecimento da morte do Eraldo quase meia hora depois", relatou. Amigos e familiares, muito abalados, não quiseram falar com a imprensa.

O corpo de um menor, de 16 anos, também foi sepultado no cemitério do Cacuia. Amigos e familiare não quiseram falar com a imprensa. 

As duas pessoas morreram baleadas na comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, durante operação realizada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) após a morte de um sargento da corporação durante troca de tiros entre PMs e traficantes. 

Armas usadas por policias em operação na Maré serão periciadas, diz Civil

Os policiais militares que participaram da operação no Complexo da Maré já foram ouvidos e as armas deles apreendidas e encaminhadas à perícia para confronto balístico. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Polícia Civil.

De acordo com o delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios (DH), perícia do Instituto Médico Legal (IML) apontou que todos os nove corpos tinham marcas de tiros e não apresentavam ferimentos por facas.

Moradores da Nova Holanda estão sem luz desde segunda à noite. Segundo a Light, duas equipes estão na favela nesta quarta para recuperar três transformadores atingidos por tiros.

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