Informe do Dia: Papa e as polêmicas

Ele pronunciou a palavra 'pecado' apenas duas vezes

Por nara.boechat

Rio - Nesta viagem voltada para encontros com a juventude, o Papa Francisco evitou tratar de alguns temas polêmicos. Não citou a condenação ao casamento entre homossexuais, ao uso de preservativos e à pílula anticoncepcional. Ele pronunciou a palavra “pecado” apenas duas vezes. Temas ligados à vida sexual foram abordados de forma genérica. Em Aparecida, incluiu o prazer entre os “falsos ídolos” e em outros discursos defendeu o casamento e afirmou que em muitos ambientes não há lugar “para o filho indesejado”, possível referência ao aborto.

Alegria cristã

Francisco, que tanto falou na necessidade de se combater a pobreza e a corrupção, enfatizou, no campo moral, as benesses da vida cristã, não as condenações impostas pela Igreja. Entre as palavras mais citadas estão “vida” (48 vezes), “amor” (27) e “família” (17).

Casa do pecado

Durante a última missa do Papa no Rio, participantes da Jornada faziam fila diante do Kalabria Club, casa noturna muito frequentada por quem é chegado a uma noite pouco católica, daquele jeito que o diabo tanto gosta. Os peregrinos iam até lá para usar o banheiro: o alívio custava R$ 5.

Livro esquecido

A postura do Papa se revelou diferente da adotada por setores que participaram da organização da Jornada. O kit entregue aos jornalistas incluía um manual de bioética que tratava, entre outros pontos, de aborto, inseminação artificial, células-tronco e união gay.

Mais prejuízo

Muitos moradores de Guaratiba mandaram e-mails para o vereador Carlo Caiado, presidente da comissão da Câmara que acompanha a Jornada. Dizem que, com o cancelamento das atividades por lá, eles tiveram que devolver o dinheiro de peregrinos que haviam alugado suas casas.

Críticas a pastor na Jornada

Pastor e cantor, Asaph Borba teve que rebater críticas de evangélicos que não gostaram de sua participação em evento da Jornada da Juventude. Na internet, Borba lamentou o sentimento de divisão que muitos evangélicos alimentam em relação aos católicos. Para ele há, entre seus companheiros de fé, preconceito “quanto à ramificação romana”. “Parece que vivemos uma jihad (guerra santa) evangélica”, escreveu.

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