Manifestantes invadem gabinete de Chiquinho Brazão, presidente da CPI dos Ônibus

Sessão escolhe nomes de presidente e relator da comissão. Manifestantes protestam na Câmara dos Vereadores

Por cadu.bruno

Rio - O vereador Chiquinho Brazão (PMDB) foi eleito, na manhã desta sexta-feira, presidente da CPI dos Ônibus. O vereador Professor Uoston (PMDB) foi eleito relator. A decisão causou revolta dos cerca de 50 pessoas que ocupavam o Salão Nobre da Câmara do Rio, no Centro da cidade, e assistiam a sessão.

Manifestantes que estavam do lado de fora da Câmera acessaram o local e invadiram o gabinete de Brazão, que foi pichado e depredado. Foram colocados cartazes com os dizeres "Fora Cabral" e "Nem todo mundo tem helicóptero". Por volta das 10h30, Câmara fechou as portas. Cerca de 60 pessoas estão na porta do gabinete da presidência, onde muitos vereadores estão reunidos.

Manifestantes protestaram contra eleição de Chiquinho Brazão para presidência da CPI dos ÔnibusSeverino Silva / Agência O Dia


Assim que os cargos da CPI foram divulgados, o público protestou e acusou os políticos de "golpe sujo". Brazão e Uoston não assinaram o requerimento de abertura da comissão e integram a base governista.

Eliomar Coelho (PSOL) foi o único dos cinco vereadores que vão conduzir a comissão que assinou o documento. Irritados, manifestantes invadiram o plenário e subiram nas cadeiras. Eles pedem que Coelho assuma alguma das duas funções.

Eliomar Coelho, que propôs a CPI, disse que pediu a abertura da comissão por um "clamor das ruas" e vai conversar com a população para decidir se continua na CPI. Cerca de 40 pessoas estão do lado de fora da Câmara. Algumas pularam as grades que dão acesso ao local para entrar na Casa. Um dos portões foi quebrado.

Protesto termina em pancadaria

Protesto nas vias do Centro e nas casas legislativas do Rio acabou em pancadaria na Câmara dos Vereadores, depois de confusão na Alerj. Cerca de 20 manifestantes ocuparam a Câmara. Na porta, o coronel Marcos Paes, chefe de segurança do local, impediu a entrada da OAB e da Anistia Internacional, o que provou a revolta dos jovens que estavam do lado de fora. Houve confronto com a PM.

O grupo reivindicou a manutenção do vereador Eliomar Coelho na presidência da CPI dos Ônibus; a substituição dos outros quatro integrantes da comissão, que foram contra a instalação da CPI; e a transparência e divulgação de todos os atos.

Os manifestantes que estavam lá dentro denunciaram que foram agredido e acusaram o deputado estadual Paulo Melo (PMDB) de ter ordenado que a PM agisse com truculência. A assessora do parlamentar negou a informação.

Gabinete de Chiquinho Brazão foi invadido por manifestantesSeverino Silva / Agência O Dia


Antes disso, cerca de mil pessoas fizeram caminhada da Candelária à Cinelândia. Um integrante do grupo Black Block foi detido e liberado em seguida, depois que vidraça do prédio da empresa EBX, de Eike Batista, foi quebrada por pedrada na Cinelândia e agência bancária foi invadida.

Um assessor do deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) foi agredido a socos. Freixo e outros deputados, que tentaram negociar com a direção da Casa, também foram atacados com gás de pimenta.



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