Rio - Os corpos de Maria de Fátima de Jesus, de 52 anos e de Alessandra de Jesus, de 23, foram liberados do Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio, na manhã desta sexta-feira. Os corpos foram levados para o cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, onde serão realizados os enterros, às 16h desta sexta. As vítimas eram mãe e filha e foram baleadas na noite de quinta-feira durante operação do 41º BPM (Irajá) no Morro da Quitanda, em Costa Barros, também na Zona Norte.
Muito abalado, Alex dos Santos de Jesus, irmão gêmeo de Alessandra, disse que estava no trabalho quando soube da morte de sua mãe e irmã e afirma que achou que a polícia tivesse algum envolvimento com o ocorrido.
"De imediato já imaginei que a polícia tinha feito alguma coisa errada na comunidade. Conversei com muitos moradores e temos muitas testemunhas que teriam presenciado a operação da polícia. Todas as pessoas afirmam que o tiro que matou minha mãe e minha irmã veio da polícia. A localização de onde elas foram baleadas, além da negligência de os PMs terem deixado elas agonizando durante meia hora no local, sem prestar um tipo de socorro, já comprovam o fato", disse .
Família pode processar estado se for confirmado envolvimento dos PMs
De acordo com Alex, a família aguarda apenas o resultado da perícia para comprovar que os policiais tiveram envolvimento com as mortes. Caso seja confirmado que a bala que matou mãe e filha veio por parte da PM, a família das vítimas irá processar o Estado.
"Sei que processar o Estado não vai trazer minha mãe e irmã de volta, mas a minha irmã tinha cinco filhos e queremos uma indenização para as crianças, além da importância de apontar os responsáveis", desabafou.




