Por tabata.uchoa

Rio - Aproximadamente 100 manifestantes, alguns deles mascarados, invadiram o palanque onde a população assistia ao Desfile Cívico da Independência, na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio, neste sábado. Muitas famílias entraram em desespero, houve correira e algumas pessoas passaram mal e precisaram ser carregadas por policiais.

Luiz Fernando Diogo, que completa 29 anos neste sábado, levou o filho, Luiz Eduardo, de 8 anos, para assistir ao desfile, mas se arrependeu. "Meu filho vai ficar traumatizado. O que esses manifestantes querem? Eles vão conseguir acabar com o mundo", desabafou.

Manifestantes invadem desfile da independênciaSeverino Silva / Agência O Dia


Seis dos cinco palanques destinados ao público ficaram vazios, já que a maioria da população se apavorou com a invasão e dispersou do local. O exército se encontra perfilado em frente ao Campo de Santana com extintores, bombas de gás e spray de pimenta. Os militares foram orientados a entrar em ação a qualquer momento.

Durante a invasão dos manifestantes, alguns cães do exército chegaram a entrar em ação para dispersar os ativistas, que conseguiram derrubar as grades que faziam contenção ao público. No entanto, os manifestantes não conseguiram chegar à pista onde acontecia o desfile por conta de uma enorme barreira formada por policiais e exército.  Os invasores gritavam frases como "Acabou o desfile" e "Não vai ter Copa". Mesmo com a invasão, o desfile prosseguiu. Os invasores permaneceram por cerca de 15 minutos na área do desfile, mas foram dispersados. O desfile chegou ao fim por volta das 10h55.

O Hospital Souza Aguiar recebeu 13 feridos na manifestação - a maioria atingidos por balas de borracha e estilhaços. Três pessoas ainda estão em observação. Uma criança foi atendida com escoriações leves na cabeça e foi liberada. A idosa Nair Rosa, de 69 anos, caiu da arquibancada. Ela chegou ao hospital com escoriações, mas já foi liberada.

Mais confusão

Um novo confronto entre manifestantes e policiais aconteceu por volta do meio-dia, na Avenida Presidente Vargas. Os agentes faziam revistas quando houve correria. Manifestantes jogaram garrafas nos policiais. Por conta da manifestação, a Estação Presidente Vargas do Metrô foi fechada.

Alguns manifestantes estavam mascaradosAlex Ribeiro / Agência O Dia


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