Por thiago.antunes

Rio - O sonho de um casamento como manda o figurino se aproximava. Vestido ajustado, damas de honra escolhidas, espaço reservado e todos os serviços garantidos. Mas a nove dias de subir ao altar veio o ‘golpe’. A empresa de bufê, contratada por um site de compras na internet, informou que não iria mais servir os convidados, alegando falência. O caso de Priscila Jacinto da Silva expressa bem os riscos dos contratos pela rede. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio, desde janeiro, 1.720 processos estão em tramitação apenas contra o Clickon, Groupon e Peixe Urbano e Privalia.

Desde fevereiro, esses grupos foram impedidos de se eximir da responsabilidade de solucionar problemas ocorridos com clientes que adquiriram produtos por meio de suas páginas.
No caso do Peixe Urbano, responsável também pelas vendas de bufê da Alto Stilo Festas, o site também aparece no topo de reclamações do Procon-RJ. “Meu chão caiu. Só chorava quando recebi o e-mail da Stilo Festas. É como se um sonho tivesse sido destruído”, relata Priscila, de 28 anos, que, mesmo diante das dificuldades, espera que amanhã o dia seja mágico.

Priscila (D) com a afilhada%3A ela perdeu bufê às vésperas do casamentoJoão Laet / Agência O Dia

“Graças a Deus meus amigos me abraçaram e estamos fazendo uma espécie de vaquinha para que tenhamos tudo na nossa festa. Amanhã vai dar tudo certo e saio da igreja casada”, concluiu, ao lado da filhada Brenda. O serviço da Alto Stilo Festas foi contratado pela jornalista junto ao Peixe Urbano, em agosto deste ano, pelo valor de R$ 2.800. No dia 26 de outubro, Priscila chegou a ir a uma festa promovida pelo bufê e gostou do que viu.

Pelo site Reclame Aqui, foram cadastradas 25 reclamações contra a empresa, todas enfatizando o cancelamento repentino de contratos ou a má qualidade do serviço. Numa delas, dia 19, cliente informa que está tentando cancelar a compra, sem sucesso, desde o início do mês. Nenhum representante da empresa foi localizado para comentar as queixas.

Segundo o Procon-RJ, os sites de compras coletivas mudaram o foco neste ano. Dos dez maiores, só dois deles continuam neste esquema: o Oferta Única e o QPechincha. Os outros se tornaram sites de ofertas sem limite mínimo de interessados.

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