Por thiago.antunes

Rio - Em casos de violência gratuita, injustiça, e desrespeito às diferenças, logo se levanta a bandeira dos direitos humanos. E a partir desta sexta-feira a Anistia Internacional lembra e cobra solução para alguns desses episódios na campanha ‘Escreva por Direitos’. A Praça São Salvador, em Laranjeiras, será o palco de diversas ações da organização nesta sexta às 18h — e também a partir de 8h de sábado. A ideia é que as pessoas enviem cartas e mensagens para autoridades solicitando providências para a violação de direitos.

Mensagens sobre violações serão encaminhadas para autoridadesDivulgação

Na campanha deste ano, foram selecionados dois casos no Brasil: o assassinato de Ricardo Lázaro, em 2008, por policiais militares da Bahia, e a situação da comunidade indígena Guarani-Kaiowá, forçada a viver às margens de uma rodovia no Mato Grosso do Sul. Segundo Maurício Santoro, da Anistia, estes casos ilustram bem os problemas do Brasil: “O assassinato de jovens é cada vez mais comum, ainda mais de negros. É necessário discutir esse problema”.

A solidariedade demonstrada por quem costuma participar deste evento tem um efeito muito positivo. “As cartas de apoio a quem sofreu agressões mostram que os que foram violentados não estão sozinhos”, resumiu Santoro. A Anistia espera recolher pelo menos 10 mil mensagens.

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