Agência onde o bancário que sumiu trabalha é alvo da polícia

Peritos analisaram cofre de banco

Por thiago.antunes

Rio - Após a localização do gerente Cláudio Martins da Cunha, de 46 anos, encontrado por agentes da Divisão Antissequestro (DAS) na sexta-feira após ficar sete dias sumido, a polícia investiga o suposto desfalque de R$ 370 mil da agência do Banco do Brasil na Praça Mauá, no Centro do Rio, onde o bancário trabalhava. Nesta segunda-feira à tarde, o Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) fez uma perícia no cofre onde o dinheiro teria sido desviado. O inquérito da DAS deve ser encaminhado ainda hoje para a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF).

A perícia deve ser concluída em 15 dias e deve informar quem teve acesso ao cofre. Segundo a polícia, Cláudio teria uma chave mestra e precisaria de outro gerente para abri-lo. O gerente desapareceu em 29 de novembro. Dois dias depois, enviou uma mensagem para o celular da mulher: “O que eu fiz não tem volta”, escreveu.

Ele foi encontrado na sexta-feira, no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, Zona Oeste, para encontrar a filha de 15 anos, que estaria internada lá. A falsa informação foi usada como isca pela polícia, para encontrá-lo. Em depoimento dado à polícia, disse ter tentado o suicídio por três vezes. O gerente contou, ainda, que perambulou por hotéis na Região Serrana e Baixada.

Reportagem de Herculano Barreto Filho

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