Por adriano.araujo

RIo - Guido é um papagaio que foi adotado ainda filhotinho. Na casa onde vive, em Itaipu, Niterói, seus companheiros são 16 cães. Em meio à cachorrada, em vez de falar, o ‘louro’ aprendeu a latir.

Como Guido, bichos de espécies diferentes costumam adotar comportamento de outros animais. O coordenador do Hospital de Medicina Veterinária da UFF, Amary Nascimento, explica que a imitação é comum entre bichos domésticos.

O gato Chico imita tudo o que cachorro Tobe faz. Disputam pantufa e saem juntos para passear Fabio Gonçalves / Agência O Dia

“As espécies incorporam hábitos de outras que elas identificam como dominantes. Um porco pode ser criado como cachorro, o cão imita o dono, e o gato segue o cão. É instinto de sobrevivência”, diz o professor, que teve um cão boxer, que se sentava no sofá para ver TV, e um pitbull, que costumava levar as visitas até a porta, mostrando os dentes, sem rosnar. “Todos se assustavam, mas ele estava me imitando ao sorrir para amigos”, conta. Na casa do motorista Fábio Calazans, o cão Fiji gosta de TV: “Saio, desligo a TV e, quando chego, ele já a ligou pelo controle”.

A dona de Guido, a veterinária Natália Ivo, assustou-se com os latidos da ave. “Estranhamos, mas ele passa mais tempo com os cães do que com a gente”, diz. Em Pendotiba, o jornalista Humberto Nascimento tem o cão Tobe, a cadela Mel e o gato Chico. “O Chico pensa que é cachorro. Saio para passear com os cães e ele vai e volta junto. Quer comer a mesma comida. E, quando foge, é só chamar pelo nome que ele vem correndo. Para virar cachorro, só falta latir”, brinca o ‘pai’ dos ‘cachorros’.

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