Por bianca.lobianco

Rio - Se nas areias mais de 2 milhões de pessoas foram ao delírio com a beleza do espetáculo pirotécnico de 16 minutos, na 12ª DP (Copacabana) vítimas de assaltos deliravam de raiva pela demora no atendimento. O saguão da delegacia - que funcionou como central de flagrantes - ficou abarrotado por cerca de 200 pessoas durante a madrugada. A maioria delas precisava registrar as ocorrências e solicitar um Bilhete-Único para voltar para casa, já que haviam tido seus pertences roubados.

Por volta das 2h da manhã, o sistema caiu e foi recomendado àqueles que não haviam perdido documentos, que realizassem registros no dia seguinte ou em outras distritais. "A previsão é que todos só sejam atendidos às 8h, quem permanecer aqui continuará incomodando e sendo incomodado pela demora", disse uma atendente aos que esperavam.

O catarinense Mário Moreira se mostrava desolado com o atendimento. "Na unidade móvel montada na Avenida Atlântica fui encaminhado para cá. Aqui, me encaminharam para casa sem apresentar solução, é triste". Outras pessoas relatavam ter sido vítimas de furtos por pequenos grupos. Ao mesmo tempo, na vizinha 13ª DP (Copacabana), o número de ocorrências era baixo. Pouco mais de 30 até as 2h e o saguão de espera permanecia vazio.

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