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Área pacificada, Mangueira tem policiamento reforçado pelo Choque

Comércio amanheceu fechado. Corpo de baleado durante suposto confronto no sábado será enterrado nesta segunda

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - O policiamento foi reforçado na Mangueira com policiais do Batalhão de Choque (BPCHq), nesta segunda-feira, após a manifestação de moradores na noite de domingo, quando um ônibus foi incendiado e a Rua Visconde de Niterói fechada. O comércio na comunidade, que conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) amanheceu fechado.

Em nota, a UPP informou que o comércio estava parcialmente fechado, mas nenhum estabelecimento estava aberto agora pela manhã no Largo do Pedregulho e nas ruas Ana Néri e Visconde de Niterói, que ficam no entorno da comunidade. Apenas duas viaturas foram vistas: uma embaixo do viaduto da Rua Visconde de Niterói e outra em frente à escola de samba Mangueira.

Comércio não abriu as portas nesta segunda-feira na MangueiraSeverino Silva / Agência O Dia

A PM informou que o reforço também tem o apoio de policiais de outras UPPs. Os PMs fizeram uma ação de varredura durante toda madrugada. O clima no local é de aparente tranquilidade, de acordo com a polícia.

Wellington Sabino Vieira, baleado durante suposto confronto com a PM no último sábado, morreu e será enterrado na tarde desta segunda-feira no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte. O corpo de Wellington, que segundo moradores não era traficante, está sendo velado na Associação de Moradores da Mangueira. 

Segundo a mãe da vítima, Lurdes Aparecida Conceição Sabino, o rapaz trabalhava como camelô ao lado do pai no Centro da cidade. Ela afirmou que estava em casa quando o filho foi baleado. "Vi PMs segurando ele pelo short e o jogando no camburão. Ele era uma menino tranquilo, calado", disse. 

Morador e PM discutem na MangueiraSeverino Silva / Agência O Dia

Clima de tensão na Mangueira

Moradores da Mangueira queimaram um ônibus da linha 622 (Penha - Saens Peña) por volta das 19h deste domingo na Rua Ana Néri, no entorno da comunidade. O protesto dos moradores seria uma reação ao tiroteio ocorrido na noite deste sábado entre policiais e supostos traficantes.

No confronto, duas pessoas ficaram feridas: o suspeito Welington Sabino Vieira, de 20 anos, que levou pelo menos dois tiros, e um policial militar, atingido no quadril. Wellington teria morrido após dar entrada no Hospital Municipal Souza Aguiar. O caso foi registrado na 17ª DP (São Cristóvão). Ainda nesta noite, moradores fizeram manifestação nos acessos à comunidade negando que o ferido fosse bandido.

De acordo com a polícia, uma equipe patrulhava a localidade conhecida como Olaria, quando avistou três suspeitos armados. Após serem atacados a tiros, os PMs revidaram, acertando ao menos dois. Welington não conseguiu fugir e foi capturado. Os outros escaparam. Um outro policial, que estava na equipe, escapou por sorte, já que o tiro bateu em sua pistola taser. Com Welington estava uma pistola 9mm e um carregador.

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