Rio - Uma reunião prevista para a tarde desta quinta-feira entre o presidente de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcelo Chalréo e o coordenador de Direitos Humanos das Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Ernesto Braga, decidirá o que será feito com os ocupantes que estão na área de desapropriação na Favela do Metrô, na região da Mangueira, na Zona Norte.
O pedido é para que essas famílias só sejam retiradas do local depois que for dado alguma moradia provisória, ou aluguel social, já que todos estão se recusando a se mudar para os abrigos públicos.
"Todos aqui querem viver em condições dignas. Se abrigos públicos fossem bons não haveria mendigos pelas ruas do Rio de Janeiro", disse o advogado da OAB Rodrigo Mondego.
Os moradores da Favela do Metrô realizaram um novo protesto contra a remoção da comunidade. Pela manhã, um boato de que estaria agendada para esta quinta-feira a remoção de 18 famílias e demolição de pelo menos 20 casas se espalhou pelo local.
Uma barricada com caixotes, móveis e colchões foi feita na entrada da comunidade e os moradores ameaçaram fazer uma barreira humana caso algum representante da prefeitura viesse iniciar o processo de demolição.
Também pela manhã desta quinta-feira, um grupo de manifestantes jogou objetos na via férrea da Linha 2 do metrô nas proximidades do local do protesto. Por medida de segurança, a energia dos trilhos foi cortada entre as estações Triagem e São Cristóvão por 12 minutos às 8h01. Os intervalos na Linha 2 estão irregulares.
O Batalhão de Operações Especiais (Bope) está na região desde o início da madrugada, após novos conflitos entre ocupantes e PMs. Com isso, os manifestantes foram para o lado contrário da via e começaram a atirar objetos como cadeiras, madeiras e tijolos nos trilhos, prejudicando a circulação. A concessionária acionou a Polícia Militar para o local.




