Por julia.sorella

Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse em entrevista coletiva no Centro de Operações da Prefeitura, que o acidente que aconteceu na Linha Amarela, na manhã desta terça, poderia ter sido evitado e que para impedir que essas tragédias aconteçam é necessário uma punição mais rígida.

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"Se o motorista percebeu ou não a caçamba levantada isso é fruto de investigação. Há sim maneiras de se evitar uma tragédia como esta, basta punir de forma mais enfática. O motorista deveria estar desatendo em não perceber uma caçamba daquele tamanho, o que me parece impossível." comentou o prefeito.

Paes acrescentou que o motorista do caminhão que atingiu a passarela da Linha Amarela, não estava prestando serviço para a prefeitura, mas que se estivesse, a responsabilidade de manter a segurança do caminhão é da empresa terceirizada contratada.

“Ele não estava prestando serviço para a Prefeitura, mas poderia estar. A prefeitura contrata muitas empresas terceirizadas. E nessa contratação, a responsabilidade de manter esses caminhões é da empresa contratada. Neste caso, ele estava credenciado para fazer o transporte de entulho." disse o prefeito do Rio.

>>> GALERIA: Confira imagens da tragédia da queda da passarela da Linha Amarela

Eduardo Paes comentou também o fato do caminhão estar trafegando em horário proíbido, mas que apesar do motorista ter desconsiderado a regra, isso não influenciou no acidente. "A gente tem um desafio maior que é controlar esses caminhões que desrespeitam a determinação da Prefeitura de não circular nos grandes corredores da cidade nesse horário. Mas essa restrição não tem relação com o acidente”.

Eduardo Paes acompanhou trabalho de remoção da estruturaFabio Gonçalves / Agência O Dia

Quanto a construção de uma nova passarela, Paes afirmou que a responsabilidade é da Lamsa, concessionária que administra a via.

Liberação Total da Linha Amarela

Foi totalmente liberada ao tráfego, por volta das 18h30, a Linha Amarela, após ficar aproximadamente sete horas interditada para a remoção da passarela que ocupava a via expressa. A Linha Amarela ficou interditada devido ao acidente com um caminhão que provocou a queda de uma passarela e quatro mortes, além de deixar seis pessoas feridas nesta terça-feira.

Delegacia vai apurar causas de acidente na Linha Amarela

A 44ª DP (Inhaúma) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente na Linha Amarela ocorrido na mahã desta terça-feira, que deixou quatro mortos e seis feridos. O delegado Fábio Asty esteve no Hospital Lourenço Jorge para ouvir o motorista do caminhão Luiz Fernando Costa, de 31 anos.

Testemunhas estão sendo chamadas para prestar depoimento e as câmeras de circuito de segurança da via expressa foram solicitadas. O delegado aguarda a liberação médica das vítimas sobreviventes para que sejam ouvidas. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) estão no local do acidente para realizar a perícia.

A mãe de Luiz Fernando, Dulce Costa, disse que seu filho sofreu uma compressão no tórax, mas já foi submetido a exames radiografia e tomografia e passa bem. "Estou apreensiva e apesar dos sentimentos de mãe. não me sinto confortável para absolver ele ou não. Não estava no local".

O motorista do caminhão que atingiu a passarela da Linha Amarela e a derrubou tem um casal de filhos pequenos e mora no Jacaré. Apesar de o veículo estar com o selo da prefeitura, a mãe disse que Luiz Fernando prestava serviço para uma empresa privada. "Agradeço a Deus por ele estar bem e rezo pelas famílias das vítimas", disse.

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