Por thiago.antunes
Publicado 03/02/2014 23:02 | Atualizado 04/02/2014 01:54

Rio - O nome do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, não é o único na mesa de Sérgio Cabral a disputar um lugar na chapa de Luiz Fernando Pezão. Depois que o governador ofereceu, na semana passada, ao PDT a vaga de candidato a vice ou a senador na chapa de Pezão, também são considerados os nomes da ex-prefeita de São Gonçalo Aparecida Panisset; do prefeito de São João de Meriti, Sandro Matos; e do secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, Felipe Peixoto.

A escolha do nome do pedetista para se aliar a Pezão pode demorar e dependerá de muita conversa. Mas se o PDT ficar com a candidatura ao Senado - sonho dourado do próprio Lupi - o PMDB confirmaria rumor que percorre a cena política fluminense: Cabral deixaria de ser candidato a senador para tentar se eleger deputado federal. E, se fosse eleito, iria fortalecer a bancada do partido com o chamado 'caminhão de votos' que os peemedebistas esperam dele numa eventual corrida à Câmara.

Na semana anterior ao convite de Cabral, o partido de Lupi também foi cortejado pelo pré-candidato do PT a governador, senador Lindbergh Farias. Mas, segundo o ex-ministro do Trabalho, a proposta de Cabral - garantindo a vaga de vice ou a de senador - foi o equivalente a um "xeque-mate". Em miúdos, segundo o próprio Lupi declarou nesta segunda-feira, o governador o deixou "sem condições de dizer não." Estar no núcleo da candidatura era a exigência que o PDT - que é da base do governo - fazia para se aliar. Mas, então, por que Lupi não aceitou a vice oferecida por Lindbergh? Porque era melhor continuar aliado ao governador depois do rompimento do PMDB com o PT, no fim de janeiro.

Depois de ficar sem o PT, o governador corre contra o tempo para atrair o maior número possível de aliados. Até agora, Cabral já encaixou em seu primeiro escalão o PSD e o Solidariedade (SDD). O PSD passa a comandar a Secretaria do Ambiente, com o presidente regional da legenda, Indio da Costa. E o SDD assume a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, com o deputado estadual Pedro Fernandes. Indio e Pedro substituem, respectivamente, Carlos Minc e Zaqueu Teixeira, ambos petistas, que deixaram o cargo. Minc e Zaqueu, por sua vez, são deputados estaduais e voltam para a Alerj.

Quaquá vai coordenar campanha de Lindbergh

Em reunião do PT do Rio nesta segunda-feira, o presidente regional do partido e prefeito de Maricá, Washington Quaquá, foi nomeado coordenador-geral da campanha de Lindbergh ao governo do estado. Com ele, vão trabalhar nove integrantes da executiva estadual do PT e outras nove pessoas indicadas pelo senador petista. O deputado federal Jorge Bittar está mantido na posição de coordenador do programa de governo do pré-candidato.

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