Por nara.boechat


Rio - Três bairros em duas regiões da cidade foram atingidos por incêndios que começaram no sábado e se alastraram pela mata até ontem. No Morro da Coreia — ao lado do Salgueiro —, na Tijuca, Zona Norte do Rio, o fogo afetou pelo menos 12 mil metros quadrados de área verde, mas não chegou até as casas. Porém, segundo os bombeiros, que levaram seis horas para conter as chamas, os prejuízos ambientais foram maiores — ainda não há como calcular.

Também houve registro no Morro do Borel, na Tijuca, e ainda na Serra do Barata, em Realengo, e perto da Praça Primeiro de Maio, em Bangu, bairros da Zona Oeste. Segundo o Corpo de Bombeiros, a conjunção de fatores como altas temperaturas e ausência de chuvas contribuem para focos de incêndio em vegetações.

Labaredas quase atingiram a casa de Janaína%2C na Coreia. Fogo se alastrou pela mata%2C causando prejuízos ambientais em 12 mil m² de áreaSeverino Silva / Agência O Dia

Moradora do alto do Morro da Coreia, a dona de casa Janaína Vieira Neto, de 33 anos, quase teve sua residência atingida: “Não estava aqui quando começou, por volta das 17h. Depois, os bombeiros subiram e ficaram mais de seis horas para apagar o fogo”, contou.

“Os moradores tentaram apagar, mas o fogo foi se alastrando, atingindo toda a mata na outra direção”, disse Francília Costa, 51, vizinha de Janaína. Bombeiros da Tijuca também combateram incêndio no Borel, na noite de sábado, e os trabalhos levaram duas horas.

Em Realengo, o funcionário público Eron Gomes, 31, observou o incêndio que começou às 14h de sábado e só foi contido na madrugada de ontem, por guarda-parques do local (administrado pelo Instituto Estadual de Ambiente). “Essa é a parte mais baixa do Parque da Pedra Branca, ninguém entra ali. creio que foi ação natural pelo calor”, disse Eron.

Em Bangu, moradores avistaram da Praça Primeiro de Maio as chamas que começaram às 20h de sábado e atingiram a mata próxima ao local. As labaredas só foram contidas duas horas depois.

Cigarro aceso e lixo aumentam risco

Além do clima propício às causas naturais de incêndio, como a falta de chuvas, o Corpo de Bombeiros alerta para a ação humana, principalmente em áreas próximas à vegetação. Jogar lixo na mata aumenta os riscos, assim como deixar pedaços de vidro, lixo e cigarros acesos.

O ambientalista Sérgio Ricardo fala da importância da prevenção: “Muitos locais não têm brigada de incêndio. Os brigadistas conscientizam a população e trabalham na capinagem, entre outras ações que evitam incêndios.”

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