'Pensaram que ele era um ladrão', diz José Junior sobre morte de segurança

Coordenador do AfroReggae acredita que discriminação pode ter causado assassinato de PM do Bope

Por bianca.lobianco

Rio - O coordenador executivo do AfroReggae, José Júnior, disse nesta segunda-feira que o policial militar Sidnei Dias Gusmão, 34 anos, morto a tiros em Nova Iguaçu, pode ter sido confundido com um ladrão.

"Há duas versões. Na primeira, gritaram 'pega ladrão' e ele foi confundido. Como ele era negro, tenho quase certeza que foi por isso. Qualquer pessoa negra sofre discriminação maior porque o Brasil tem um problema de racismo muito grande. A outra versão é que ele viu um senhor de idade ser atropelado por um carro, foi atrás desse carro de moto e obrigou os caras a socorrer a vítima. Aí, um segurança de um posto de gasolina, que também aparece na outra versão, deu três tiros por trás e dois pela frente. Vou hoje ao enterro dele. Conversei com o chefe da Polícia Civil, Dr. Fernando Veloso, e estou muito convicto de que a pessoa que fez isso logo será presa", afirmou Júnior

Sidnei foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Gusmão atualmente integrava a equipe de segurança de José Junior, coordenador executivo do Grupo AfroReggae. Segundo informações da Polícia Civil, o cabo chegou a ser socorrido no Hospital da Posse, mas não resistiu aos ferimentos. Ele teria presenciado uma tentativa de assalto a um posto de gasolina, quando foi tentar impedir a ação de bandidos e acabou sendo baleado.

Sidnei Dias Gusmão estava há nove anos na PM, sendo quatro deles no Bope. O policial deixa um filho. A Divisão de Homicídios da Baixada investiga o caso.

Em seu perfil no Facebook, José Junior lamentou a morte. "Um dos policiais que cuidam da minha segurança no seu dia de folga foi confundido como bandido e tomou vários tiros de um segurança de um posto de gasolina. Tristeza gigantesca! Hj esses policiais são como integrantes do AfroReggae e da minha propria família", escreveu.

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