Viação onde PM foi baleado teve sete assaltos, mas ninguém foi identificado

Imagens capturadas por câmeras em ônibus não produzem resultados

Por O Dia

Rio - Apesar de já ter em mãos imagens de sete assaltos sofridos pelos ônibus da Viação Nossa Senhora do Amparo apenas neste ano, até o momento a polícia ainda não conseguiu identificar nenhum dos bandidos. A Viação é a mesma onde o PM reformado Jorge Magalhães, de 63 anos, foi baleado na cabeça na segunda-feira. Até a noite de ontem o policial continuava internado em estado grave no Hospital Getúlio Vargas.

Os sete assaltos aconteceram em três das linhas regulares da Viação. O último foi na Castelo-Maricá. Dois bandidos embarcaram na Rodoviária Novo Rio, entre 19h20 e 19h25, e anunciaram o assalto na Ponte Rio-Niterói. Eles obrigaram o motorista da viação a ir até a Praça do Pedágio, retornar para o Rio e seguir para a Av. Brasil.

As imagens do assalto na linha Rio-Maricá já estão nas mãos dos policiais na delegaciaReprodução

A Polícia Civil foi procurada pelo DIA para informar sobre as investigações relacionadas aos sete assaltos a ônibus da Nossa Senhora do Amparo. Segundo Bárbara Caetano, supervisora da Viação, as imagens dos bandidos, registradas pelas câmeras internas nos ônibus, foram encaminhadas para as delegacias.

Inicialmente, a Polícia Civil pediu que o DIA descobrisse os números dos Registros de Ocorrências para que as quatro delegacias pudessem localizar os casos — a alegação foi a de que os chefes das investigações não lembrariam deles, mesmo eles tendo ocorrido recentemente.
Segundo a polícia, nenhum dos bandidos filmados foi identificado até agora e, por isso mesmo, não há ordem de prisão para eles.

Por outro lado, a Secretaria de Segurança Pública ainda não sabe explicar o motivo que teria causado a demora no atendimento do serviço de emergência 190 no caso do assalto ao ônibus em que o PM foi baleado. Segundo o DIA apurou, há uma diferença de 22 minutos entre o tempo em que a viação afirma ter tentado entrar em contato com o serviço — 19h27 — e o que ele efetivamente foi feito — 19h49. A secretaria garante que a PM entrou em ação assim que foi comunicada pelo serviço.

Os dois bandidos permaneceram cerca de uma hora mantendo 60 pessoas como reféns e atiraram friamente na cabeça do PM reformado. A empresa mantém sistema de GPS no ônibus roubado e com isso acompanhou, em tempo real, o deslocamento do carro. Caso o contato tivesse sido estabelecido, haveria mais chance de se preparar uma operação de abordagem, o que evitaria o ataque ao policial, baleado ao tentar reagir.

Início às 19H27
A empresa afirmou que, a partir das 19h27, um funcionário começou a tentar acionar o 190, mas que as primeiras tentativas foram inúteis. Segundo a secretaria, as duas primeiras ligações comunicando o roubo foram recebidas às 19h49. Houve uma terceira, às 19h51. O órgão não informou quais desses telefonemas foram dados pela empresa.

Investigações

78ª DP (Fonseca)
As investigações sobre o assalto estão em andamento. Todos os procedimentos estão sendo adotados para identificar a autoria do crime. No momento o delegado prefere não divulgar mais informações para não atrapalhar o andamento das investigações.

17ª DP (S. Cristóvão)
O caso do assalto de anteontem foi transferido para lá. As investigações estão em andamento, diz a polícia. Vítimas e funcionários estão sendo chamados para prestar depoimento e as imagens, solicitadas à empresa.

82ª DP (Maricá)
O motorista foi assaltado por uma mulher, que estava com um punhal e levou R$ 250 que estavam com ele. A vítima prestou depoimento. Os agentes aguardam a chegada de imagens de câmeras de segurança do coletivo, que já foram solicitadas à empresa. As investigações estão em andamento.

75ª DP (Rio D'Ouro)
O roubo está sendo investigado. Imagens das câmeras de segurança já foram solicitadas. O cobrador e motorista não apareceram para depor.

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