'A morte do PM não vai representar um recuo da corporação', diz Frederico Caldas

Corpo do soldado PM Rodrigo Paes Leme, morto no Complexo do Alemão, foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade

Por bianca.lobianco

Rodrigo Paes Leme deixa mulher%2C duas filhas e um filho de apenas dois meses de vida Divulgação

Rio - Foi em clima de muita comoção, que amigos, familiares e colegas de fardas se despediram do soldado da Polícia Militar, Rodrigo Paes Leme, de 33 anos, morto na noite de quinta-feira, no Complexo do Alemão. A vítima trabalhava há três anos na corporação. O sepultamento foi realizado nesta sexta-feira por volta das 16h, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Norte do Rio.

O coodenador do Comando de Polícia Pacificadora (CPP) Frederico Caldas afirmou que essas ações não ficarão sem respostas. "A Rocinha e o Complexo do Alemão sempre foram os maiores desafios no processo de pacificação. A morte do soldado em hipótese alguma vai representar um recuo da corporação em relação à luta contra o tráfico de drogas", disse ele.

Mesmo de colete, Rodrigo, que era lotado na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília, levou dois tiros no peito e, antes de morrer, fez um pedido a um colega que o levava para Unidade de Pronto Atendimento na Estrada do Itararé:

“Manda um beijo para a minha esposa e pede para ela tomar conta da nossa filhinha (6 anos)”, disse a vítima, segundo o relato do colega. A viúva é policial militar recém-formada.

O confronto ocorreu na Rua 2, na descida para localidade conhecida como Chuveirinho, próximo ao Largo da Alvorada — a poucos metros da sede da UPP e da 45ª DP (Complexo do Alemão). Com isso, o policiamento segue reforçado na comunidade nesta sexta-feira. Policiais das UPPs da região ajudam na procura pelos traficantes que atiraram no PM.

Reportagem de Rorberta Trindade

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