Por thiago.antunes
Publicado 13/03/2014 01:57 | Atualizado 13/03/2014 01:59

Rio - Representantes de setores que movem a economia do Rio contestam o excesso de feriados no calendário deste ano e prometem ingressar com ações judiciais para, pelo menos, minimizar prejuízos. Nesta quarta-feira no Diário Oficial do Município, o prefeito Eduardo Paes decretou mais dois feriados parciais e um integral nos dias 18 e 25 de junho e 4 de julho, datas em que a cidade terá jogos da Copa do Mundo.

De janeiro a dezembro, já existiam oficialmente outros seis feriados nacionais, dois estaduais, quatro municipais e um exclusivo dos comerciários, que caem em dias úteis, mas com possibilidade de prolongamento. De acordo com levantamento do Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio, os feriados farão com que o ano fique com cerca de 300 dias comercialmente úteis, sem contar os domingos.

Cada dia parado para o comércio varejista, conforme o documento, equivale a um perda média de R$ 370 milhões na capital. Para o estado todo, as perdas diárias poderão chegar a R$ 568 milhões, com um total estimado em R$ 7,7 bilhões até dezembro. “São rombos financeiros irrecuperáveis. Vamos convocar uma reunião para decidir sobre ações na Justiça que possam amenizar esses prejuízos”, afirmou Carlos Monjardim, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do município.

Ele adiantou que a ideia é pedir judicialmente compensações financeiras com a redução de impostos nas esferas municipal, estadual e federal. “Este mês entramos com três ações por conta do caos provocado pelo trânsito e obras na cidade”, comentou. Outra intenção é pedir a supressão de alguns feriados. A Associação Comercial não se pronunciou sobre o assunto e nem retornou as ligações feitas à assessoria.

SindRio também critica

Para o superintendente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes (SindRio) Darcilio Junqueira, providências têm que ser tomadas “porque tantos feriados derrubam qualquer comércio”. Os feriados criados por Eduardo Paes, no entanto, não valem para serviços essenciais como hospitais e transporte público.

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