Por bianca.lobianco

Rio - Começou às 14h50 desta quarta-feira, com quase duas horas de atraso, a terceira Audiência de Instrução e Julgamento do Caso Amarildo de Souza, o ajudante de pedreiro que foi torturado e morto na Rocinha por PMs da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela em julho do ano passado. O primeiro interrogado foi um perito em acústica do Ministério Público. O segundo a depor é o delegado Orlando Zaccone, que na época era titular da 15ª DP (Gávea) e cuidou das investigações iniciais do desaparecimento da vítima. 

Até agora nas duas audiências realizadas, foram ouvidas sete testemunhas de acusação, sendo três policiais civis e quatro PMs. Ao todo, 20 testemunhas foram convocadas. O sargento Lourival, apesar de ter sido libertado, também está na audiência. 

Passada essa etapa, serão ouvidas as 20 testemunhas de defesa.

Esposa de Amarildo%2C Elizabeth de Souza%2C durante primeira Audiência de Instrução e JulgamentoJoão Laet / Agência O Dia

Preso por morte de Amarildo é solto

A juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal, determinou no dia 13 a libertação do sargento Lourival Moreira da Silva, um dos acusados de torturar e matar, na Rocinha, o pedreiro Amarildo de Souza em 15 de julho do ano passado. O policial estaria lotado agora no 2º BPM (Botafogo). Segundo a decisão, o sargento não poderá sair da cidade por mais de sete dias sem avisar à Justiça. Além disso, deve informar eventual mudança de endereço, sob pena de voltar à prisão.

Segundo dia de audiência de instrução e julgamento do caso AmarildoEstefan Radovicz / Agência O Dia

A magistrada justificou a decisão de soltar o sargento Lourival dizendo que “a custódia prisional do acusado não se mostra como meio mais eficaz a justificar o tolhimento do direito constitucional de liberdade”. Ela explica que decidiu libertar o policial após analisar a documentação referente à Audiência de Instrução e Julgamento do dia 12.

De acordo com as investigações, no dia do crime, o sargento Lourival ficou do lado de fora do contêiner fazendo a escolta da sede da UPP, já que havia informação de que ela seria atacada, o que foi desmentido durante as investigações. No mesmo dia em que soltou Lourival, a magistrada manteve a prisão do sargento Marlon Reis Reinaldo Gonçalves e de outros três policiais que estavam no mesmo local.

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