Por thiago.antunes

Rio - Denúncias de violação dos direitos das crianças e adolescentes aumentam em 20% nos períodos de grandes eventos, como jogos esportivos. Os registros são feitos pelo serviço nacional do Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Para proteger este público da violência durante as Olimpíadas, o Rio vai ganhar um Centro de Referência em Direitos da Criança e do Adolescente. O espaço funcionará na Mangueira e estará pronto em 2015. Ao custo de R$ 1 milhão, as obras são realizadas pela Emop, como parte dos investimentos do PAC.

Já durante o período da Copa, em junho, a Ong Casa da Arte de Educar — que vai gerir o espaço a partir do ano que vem — fará o atendimento de crianças do entorno do Maracanã. A Ong, que atende há 14 anos crianças da Mangueira em situação de vulnerabilidade, se articula com lideranças de comunidades da Tijuca e entorno. Possíveis vítimas de abusos poderão ser encaminhadas a sua sede, que funciona na Rua Ana Neri 155.

A Casa da Arte de Educar oferece várias oficinas%2C como a de capoeiraDivulgação

O objetivo do novo centro é criar uma rede para combater casos de negligência, exploração do trabalho infantil e violência psicológica, física e sexual, inclusive em casos de violação de direitos em possíveis manifestações de rua. “A ação já existe e vai se expandir. Há um esforço com associações e lideranças comunitárias para se criar uma rede, num trabalho integrado”, disse Sueli de Lima, coordenadora da casa.

Segundo ela, a conversa com coordenadores de UPPs e lideranças facilita a divulgação do Disque 100, dos direitos das crianças e a orientação para atendimento na Ong. A previsão é dobrar o número de atendimentos — atualmente, são cerca de 200 crianças e adolescentes. A casa promove oficinas educativas, além de palestras para os pais.

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