Rio - Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) e policiais da Corregedoria da Polícia Militar cumpriram os quatro mandados de prisão contra integrantes de uma milícia que já haviam sido condenados pela Justiça, na manhã desta segunda-feira, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Entre os presos, três policiais militares: Cabo José Marivaldo Santos Júnior, do 25º BPM (Cabo Frio), o 2º sargento Salatiel Antônio Ferreira Filho, lotado na Diretoria Geral de Pessoal (DGP), e o cabo Carlos Augusto Santos, do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA). Houve a prisão também de Marcelo Barbosa Ramalho. A ação, que é uma continuação das Operações Capa Preta I e II, foi realizada em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
De acordo com as investigações, a quadrilha age, pelo menos desde 2007, nos bairros do Pantanal, Parque Fluminense, Parque Muisa, São Bento, Pilar, Vila Rosário, Vila São José, Parque Suécia, Lote XV, Sarapuí, Vila Guaíra, Jardim Leal e Gramacho, todos situados no município de Duque de Caxias.
As ações da quadrilha são cruéis e envolvem a prática de homicídios, ocultação de cadáveres, tortura, lesões corporais graves, extorsões, ameaças, constrangimentos ilegais e injúrias. Os mandados foram expedidos pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias.
José Marivaldo atuava como responsável pela central de distribuição clandestina de sinal de TV a cabo da milícia. Salatiel era o segurança do grupo. Carlos Augusto agia como segurança e matador. Já Marcelo Barbosa Ramalho cuidava da arrecadação de valores da taxa de segurança, da distribuição ilícita de sinal de TV a cabo no bairro do Pantanal, além de praticar agiotagem e o tráfico de armas.




