Por thiago.antunes

Rio - Cerca de 100 policiais federais, entreagentes, escrivães e papiloscopistas se reuniram em frente ao Museu de Arte do Rio (Mar), na Praça Mauá, nesta quarta-feira, para, segundo a categoria, "denunciar à população o quadro de sucateamento que a Polícia Federal vem enfrentando nos últimos anos". Os agentes vão fazer mais um ato nesta quinta-feira, com concentração às 16h30, em frente à sede da Superintendência Regional (SR), na Praça Mauá, de onde sairá um ônibus para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão.

Policiais federais fizeram ato na Praça MauáDivulgação

 No ato desta quarta, vestindo camisas pretas com os dizeres “S.O.S. Polícia Federal” e utilizando cartazes e caixa de som, o grupo lembrou as preocupações da PF com os rumos da segurança pública, destacando o alto índice de suicídio dentro da instituição. Como forma de marcar especialmente o protesto dessa quarta, eles cantaram o Hino Nacional, e em seguida, de cabeça baixa, ouviram a marcha fúnebre. 

A categoria reinvindica a reestruturação da carreira, o reconhecimento de suas atribuições em lei e a recomposição salarial. O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro (SSDPF/RJ), André Vaz de Mello, falou a respeito dos movimentos. “Não queremos atrapalhar a população, o que nos leva a continuar com o atendimento ao público. Mas o cenário irá mudar se o Governo Federal não apresentar avanços nas negociações até junho. Não hesitaremos em parar durante a Copa”, disse.

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